Publicado em 22 de outubro de 2026 às 20:36
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estabeleceu novas regras para permitir que ex-presidentes da Casa recebam escolta da Polícia do Senado mesmo sem mandato parlamentar. A medida foi formalizada em um ato assinado na última semana e exige a comprovação de ameaças relacionadas ao período em que exerceram o comando do Legislativo.>
Pelas regras, a proteção poderá ser concedida por até dois anos, com possibilidade de prorrogação excepcional por igual período. O pedido deverá ser apresentado pelo próprio ex-presidente e será avaliado pela Polícia do Senado, responsável por verificar a existência de ameaça real, atual ou iminente decorrente do exercício do cargo.>
A concessão da escolta dependerá de decisão da diretoria-geral do Senado. A quantidade de policiais e os veículos utilizados serão definidos conforme o nível de risco identificado e a disponibilidade de recursos financeiros e de pessoal. A norma não estabelece prazo máximo entre o fim do mandato na Presidência da Casa e a solicitação do benefício.>
Até então, as regras de segurança do Senado contemplavam senadores e servidores, mas não previam um mecanismo específico para conceder proteção policial a ex-presidentes que deixassem de exercer mandato parlamentar.>
Ex-presidentes fora do Senado>
A medida estabelece critérios para a proteção de antigos comandantes da Casa, entre eles políticos que perderam eleições ou deixaram o Legislativo para assumir outras funções públicas.>
Renan Calheiros (MDB-AL), que presidiu o Senado por quatro vezes, não conseguiu se reeleger senador nas eleições de 2026. Outros ex-presidentes, como Eunício Oliveira (MDB-CE) e Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), também perderam disputas eleitorais anteriores.>
Eunício retornou ao Congresso em 2023 como deputado federal e chegou a considerar uma candidatura ao Senado em 2026, mas desistiu. Garibaldi, por sua vez, não tentou retornar à Casa após a derrota eleitoral.>
Outro ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (MDB-PA), ainda exerce mandato parlamentar, mas passará à condição de suplente do filho, Helder Barbalho (MDB-PA), eleito senador em 2026.>
Já Rodrigo Pacheco, que comandou o Senado entre 2021 e 2025, deixou a Casa neste ano e tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) em 30 de setembro.>
Justificativa da medida>
Ao justificar a criação das regras, Alcolumbre afirmou que a iniciativa busca proteger a integridade física de ex-presidentes do Senado diante de ameaças relacionadas às funções exercidas durante o mandato.>
O ato também menciona a posição institucional do presidente do Senado na linha de sucessão da Presidência da República e utiliza como referência a legislação que prevê medidas de segurança para ex-presidentes da República.>