Alcolumbre defende Congresso e alfineta governo Lula: 'Paz não é omissão'

Sem citar o Palácio do Planalto, o senador fez críticas indiretas ao governo Lula em meio às disputas sobre emendas parlamentares

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 18:41

Sem citar o Palácio do Planalto, o senador fez críticas indiretas ao governo Lula em meio às disputas sobre emendas parlamentares
Sem citar o Palácio do Planalto, o senador fez críticas indiretas ao governo Lula em meio às disputas sobre emendas parlamentares Crédito: Câmara dos Deputados

Na cerimônia de abertura do ano legislativo de 2026, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu a autonomia do Congresso Nacional e afirmou que a harmonia entre os Poderes não pode significar renúncia às prerrogativas do Legislativo. Sem citar o Palácio do Planalto, o senador fez críticas indiretas ao governo Lula em meio às disputas sobre emendas parlamentares.

Em discurso, Alcolumbre afirmou que a defesa da paz institucional não implica passividade. “Paz não é omissão”, disse, ao reforçar que o Congresso seguirá atuando com independência e em defesa do Estado de Direito. Segundo ele, o respeito entre os Poderes é essencial para a estabilidade política, mas não elimina o direito ao confronto político quando necessário.

O senador também destacou que 2026 será um ano eleitoral e defendeu diálogo e moderação entre forças políticas e instituições. Ainda assim, reforçou que o Legislativo não deixará de reagir diante de tensões. “Quando o Brasil tensiona, é aqui que ele se recompõe”, afirmou.

Antes de Alcolumbre, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também discursou e saiu em defesa das emendas parlamentares. Para ele, cabe ao Congresso garantir a destinação de recursos a regiões que, segundo afirmou, muitas vezes ficam fora do alcance do Executivo.

A sessão contou com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma mensagem do Executivo com as prioridades do governo foi lida pelo deputado Carlos Veras (PT-PE).

Com informações do G1