Banco Central apresenta nesta sexta defesa ao TCU sobre liquidação do Banco Master

Tribunal de Contas cobra fundamentos técnicos da medida, enquanto STF marca acareação para apurar decisões que levaram ao fechamento da instituição.

Publicado em 26 de dezembro de 2025 às 07:41

Banco Central apresenta nesta sexta defesa ao TCU sobre liquidação do Banco Master
Banco Central apresenta nesta sexta defesa ao TCU sobre liquidação do Banco Master Crédito: Reprodução

O Banco Central tem até o meio-dia desta sexta-feira (26), para apresentar ao Tribunal de Contas da União (TCU) as justificativas técnicas e jurídicas que embasaram a liquidação extrajudicial do Banco Master. A resposta atende a uma determinação do ministro Jhonatan de Jesus, que concedeu prazo de 72 horas para que a autoridade monetária esclareça os critérios adotados no processo.

A cobrança do TCU amplia a pressão institucional sobre o BC em meio às dúvidas levantadas sobre a condução do caso. No despacho, o ministro classificou a liquidação como uma “medida extrema” e indicou a necessidade de esclarecer se houve uma sequência atípica de decisões até o fechamento da instituição financeira.

Além da análise do tribunal de contas, o tema também chegou ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Dias Toffoli determinou a realização de uma acareação na próxima terça-feira (30), reunindo Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB); e Ailton de Aquino, diretor do Banco Central. O objetivo é confrontar versões sobre as tratativas e decisões que antecederam a intervenção.

Na resposta ao TCU, o Banco Central deverá detalhar quatro pontos centrais. Entre eles, estão os fundamentos que sustentaram a decretação da liquidação, a avaliação, ou não, de alternativas menos gravosas, como soluções de mercado ou mecanismos de reorganização, e o histórico das negociações envolvendo possíveis propostas privadas, inclusive aquelas com participação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A corte de contas também quer entender como se deu a governança interna do processo, se houve divergências técnicas dentro do próprio Banco Central e de que forma essas posições foram tratadas até a decisão final. A análise busca verificar se os procedimentos seguiram critérios de coerência, transparência e legalidade.