Publicado em 14 de outubro de 2026 às 09:40
Com mais de quatro milhões de seguidores e sob a batuta do deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal de WhatsApp "Exército do Lula", focado em mobilizar apoiadores e compartilhar orientações de campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, amanheceu fora do ar nesta quarta-feira (14).>
A suspensão temporária, que deve durar 48 horas e terminar apenas na quinta-feira (15), atende a uma determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, após o espaço digital ficar de fora do registro oficial inicial da candidatura.>
A queda do canal coroa uma verdadeira maré de idas e vindas jurídicas na mais alta corte eleitoral do país. O embate começou quando a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou o tribunal em duas frentes distintas para tentar derrubar o grupo, sob a acusação de propagação de desinformação. O pedido inicial bateu tanto na porta do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, quanto no gabinete do próprio presidente do TSE.>
No domingo passado (11), Nunes Marques havia decidido suspender a ferramenta digital. Contudo, a decisão sofreu uma reviravolta logo depois, quando Villas Bôas Cueva autorizou o retorno das postagens e a entrada de novos usuários, submetendo o caso ao plenário.>
Curiosamente, uma análise aprofundada feita pela área técnica do TSE a pedido de Nunes Marques não encontrou indícios de fake news ou desinformação no conteúdo compartilhado no grupo. Ainda assim, o presidente do TSE optou por derrubar o canal novamente nesta terça-feira (13), mas por um motivo burocrático: o endereço eletrônico não constava na prestação de contas inicial do registro de candidatura de Lula.>
Assim que a falha burocrática foi identificada, a equipe jurídica da campanha correu para regularizar a situação e registrou formalmente o link na Justiça Eleitoral. Apesar da regularização, Nunes Marques manteve o entendimento de que a regra do jogo exige um intervalo de quarentena.>
Com base na legislação que disciplina endereços eletrônicos não informados no início da disputa, o ministro determinou que o canal só poderá reabrir as portas virtuais após o cumprimento integral das 48 horas de suspensão. O caso ainda gerou repercussão nos bastidores quando o corregedor Villas Bôas Cueva pediu urgência para que o plenário batesse o martelo sobre a disputa em torno do canal de mensagens.>