Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 11:13
O diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, afirmou que a decisão entre pausar ou retomar o ciclo de cortes de juros na reunião de março está em aberto e pode ser definida como um “cara ou coroa”, à luz dos dados mais recentes do mercado de trabalho dos Estados Unidos.>
Segundo Waller, o desfecho dependerá da confirmação, ou não, de uma melhora sustentada no emprego após o resultado mais forte do payroll de janeiro. Caso os dados de fevereiro reforcem o sinal de recuperação e venham acompanhados de novo avanço da inflação em direção à meta de 2%, sua avaliação poderá “se inclinar para uma pausa” no encontro do Federal Open Market Committee (FOMC).>
Por outro lado, se os números frustrarem a leitura de estabilização e indicarem continuidade da fraqueza observada ao longo de 2025, haverá “um argumento igualmente plausível” para uma nova redução da taxa básica, afirmou o dirigente.>
Waller classificou o relatório de janeiro como “substancialmente melhor do que eu esperava”, destacando que a criação de vagas superou a soma dos nove meses anteriores e registrou avanço de 172 mil postos no setor privado. Para ele, o resultado foi uma “surpresa positiva” e pode sinalizar uma virada no mercado de trabalho.>
Apesar disso, o diretor ponderou que “um mês não é tendência”, sobretudo após um 2025 descrito como “extraordinariamente fraco” para a geração de empregos possivelmente um dos piores anos fora de recessão em décadas. Ele observou que a criação líquida próxima de zero ao longo do período indica um mercado “fraco e frágil”, mesmo em um ambiente de poucas contratações e demissões contidas.>
O dirigente também ressaltou que as vagas de janeiro ficaram concentradas em poucos setores, como saúde e construção, enquanto indicadores privados divergiram do dado oficial, reforçando a necessidade de cautela. Ainda assim, admitiu que não pode descartar a hipótese de estabilização.>
“No momento, os dois cenários, pausa ou corte, estão próximos de um cara ou coroa”, afirmou Waller, ao indicar que a decisão dependerá essencialmente dos próximos relatórios de emprego.>