Publicado em 29 de novembro de 2025 às 11:29
O ex-presidente Jair Bolsonaro e os integrantes do chamado “núcleo crucial” da trama golpista podem recorrer à leitura para reduzir as penas que começaram a cumprir na última terça-feira (25). A legislação permite a remição de quatro dias de pena por livro lido, desde que a obra esteja na lista homologada pela Justiça e que o detento entregue um relatório ou resenha comprovando o estudo.>
Para isso, Bolsonaro e os demais condenados precisam solicitar autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo. A medida não é inédita: em setembro, Moraes autorizou a remição de 113 dias de pena ao ex-deputado Daniel Silveira, que comprovou leitura, estudo e trabalho durante o período em que esteve preso no regime semiaberto da Cadeia Agrícola de Magé (RJ).>
Entre os livros autorizados para remição estão obras que discutem democracia, cidadania, direitos humanos e regimes autoritários. Três exemplos da lista são:>
O governo federal destaca que livros que promovam violência ou discriminação são proibidos. Além dos títulos citados, a lista oficial reúne obras que abordam ditadura e democracia, racismo, preconceito, desigualdade, direitos das mulheres e distopias sobre regimes totalitários — temas considerados relevantes para fins educacionais e de reinserção social.>