Deputado pede à PGR prisão preventiva de Lulinha por suspeitas em esquema no INSS

Sanderson cita ainda uma viagem de Lulinha ao exterior no período em que vieram à tona as primeiras denúncias

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 18:34

Sanderson cita ainda uma viagem de Lulinha ao exterior no período em que vieram à tona as primeiras denúncias
Sanderson cita ainda uma viagem de Lulinha ao exterior no período em que vieram à tona as primeiras denúncias Crédito: Reprodução

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) protocolou nesta quarta-feira (25) um pedido à Procuradoria-Geral da República para que seja decretada a prisão preventiva do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

A solicitação está relacionada à investigação sobre descontos indevidos aplicados a benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), caso que ficou conhecido como “farra do INSS”.

No ofício encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o parlamentar afirma que delações atribuídas a ex-dirigentes do instituto indicariam a existência de uma articulação político-empresarial para viabilizar e manter descontos irregulares em benefícios previdenciários. Segundo o deputado, os relatos também mencionariam possível recebimento de vantagens indevidas ou atuação indireta por meio de terceiros.

Viagem ao exterior

Sanderson cita ainda uma viagem de Lulinha ao exterior no período em que vieram à tona as primeiras denúncias. Para o deputado, embora o deslocamento não comprove irregularidade, poderia indicar risco à aplicação da lei penal, argumento previsto no artigo 312 do Código de Processo Penal, que trata dos requisitos da prisão preventiva.

O parlamentar sustenta que, caso os elementos apontados nas colaborações sejam confirmados, haveria risco à investigação, inclusive em razão de eventual influência política e econômica.

Medidas cautelares

No documento, Sanderson afirma que o pedido não representa juízo de culpa e ressalta o princípio da presunção de inocência. Ele solicita que o Ministério Público Federal avalie os indícios e, se considerar pertinente, peça a prisão preventiva ou a adoção de medidas cautelares alternativas, como proibição de contato com investigados, restrição para deixar o país, suspensão de atividades empresariais específicas ou monitoramento eletrônico.

O deputado também requer a instauração ou o aprofundamento de procedimento investigatório para apurar os fatos mencionados.