Publicado em 5 de agosto de 2026 às 18:25
A utilização do número de urna 1313 causou uma disputa entre nomes proeminentes do diretório do PT do Rio de Janeiro. O vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, decidiu transferir o número, utilizado por ele em 2022, para seu filho, Diego Quaquá, que preside o partido no estado e disputará uma vaga na Câmara dos Deputados pela primeira vez.>
A decisão gerou uma reação imediata de Lindbergh Farias e Marcelo Freixo, ambos pré-candidatos a deputado federal. No último dia 1º de agosto, a dupla enviou uma queixa oficial à Executiva Nacional do PT para contestar a escolha. Marcelo Freixo afirmou publicamente que o partido não pode ser conduzido como uma "capitania hereditária" no Rio de Janeiro, enquanto Lindbergh argumentou que a questão envolve a "democracia interna" e a condução estratégica da campanha no estado.>
O número 1313 é disputado por ser fácil de memorizar e, consequentemente, mais suscetível a atrair votos. Pelas normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), candidatos a deputado federal devem usar o número da legenda seguido de dois algarismos, definidos internamente pelas agremiações durante as convenções. Embora a regra do PT priorize quem já utilizou o número na eleição anterior, Lindbergh e Freixo defendem que Diego Quaquá, por ser um novato no pleito, não cumpre os critérios políticos usuais para herdar um número tão marcante.>
Em resposta às críticas, Washington Quaquá utilizou suas redes sociais para rebater os companheiros de partido. Ele alegou que o número pertence a Maricá por ser a principal base petista no estado do Rio de Janeiro. Além disso, o prefeito atacou o histórico dos opositores, afirmando que, ao contrário deles, sempre esteve ao lado do presidente Lula, inclusive durante os processos da Operação Lava Jato, quando Freixo teria apoiado o ex-juiz Marcelo Bretas e Lindbergh teria cogitado deixar a sigla para fundar o PSOL.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>