Flávio Bolsonaro adota discurso duro nos EUA e se apresenta como herdeiro político do pai

Senador reforça pautas conservadoras, critica Lula e aponta o Brasil como peça estratégica na disputa global por minerais raros.

Publicado em 28 de março de 2026 às 20:10

Flávio Bolsonaro adota discurso duro nos EUA e se apresenta como herdeiro político do pai
Flávio Bolsonaro adota discurso duro nos EUA e se apresenta como herdeiro político do pai Crédito: Reprodução/Redes sociais

Durante participação em um dos principais encontros da direita conservadora nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) endureceu o tom do discurso, atacou adversários políticos e sinalizou como pretende se posicionar em uma eventual candidatura à Presidência.

Em sua fala na Conferência de Ação Política Conservadora, evento conhecido como CPAC, o parlamentar se colocou como uma nova versão política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao se definir como “Bolsonaro 2.0”. Ao longo do discurso, ele reforçou bandeiras conservadoras e adotou uma narrativa crítica ao que chamou de sistema político e interesses internacionais.

O senador direcionou críticas a pautas que, segundo ele, ameaçam valores tradicionais, como agendas ambientais mais rígidas e movimentos ligados ao chamado “woke”. Também afirmou que seu pai teria enfrentado pressões durante o período da pandemia e destacou a proximidade política com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ao comentar o cenário político brasileiro, Flávio fez ataques diretos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, associando o atual governo a uma crise econômica e a problemas de segurança pública. Ele ainda criticou decisões do passado envolvendo a Justiça brasileira e mencionou o retorno de Lula ao poder como parte de um contexto que, na visão dele, envolve interesses externos.

Um dos pontos centrais da fala foi a disputa global por minerais estratégicos. Flávio destacou a dependência dos Estados Unidos em relação à China no fornecimento de terras raras, fundamentais para tecnologias como inteligência artificial e equipamentos militares. Nesse contexto, afirmou que o Brasil pode desempenhar papel relevante como alternativa de fornecimento desses recursos.

Encerrando o discurso, o senador voltou a criticar a política externa do governo Lula, classificando-a como contrária aos interesses norte-americanos e alinhada à China. A participação no evento ocorre em meio a tentativas de Flávio Bolsonaro de ampliar seu diálogo político e consolidar espaço em diferentes setores, incluindo o mercado financeiro e partidos do Centrão.