Publicado em 8 de outubro de 2026 às 13:53
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, voltou a defender nesta quinta-feira (8) a extinção da reeleição no país e afirmou que, caso vença o pleito, a alteração constitucional deve alcançar o seu próprio mandato no Palácio do Planalto. Na disputa de segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), agendada para 25 de outubro, o parlamentar descartou concorrer a novo mandato em 2030.>
Segundo Flávio, a deliberação sobre o aumento da duração do mandato presidencial de quatro para cinco anos dependerá do Congresso Nacional, que também terá a incumbência de decidir se a regra abrangerá governadores e prefeitos. "Não tem que valer só para o futuro. Para mim, tem que valer já no meu mandato. Se serão quatro ou cinco anos, se também vai valer para governador e prefeito, isso o processo legislativo é que vai definir", declarou.>
O senador destacou que é autor de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a matéria e pretende utilizar a força política do início de governo para viabilizar a aprovação do texto. "Mais do que um compromisso, eu assinei a PEC, sou autor da PEC e vou usar o capital político que um presidente recém-eleito tem para conseguir aprová-la no Congresso", declarou o candidato.>
A pauta já vinha sendo sustentada por Flávio antes da confirmação do segundo turno. Em agosto, o candidato refutou ter negociado um pacto sobre o término da reeleição com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em troca de maior engajamento eleitoral, afirmando que a proposição já integrava suas bandeiras históricas.>
A discussão retornou após Flávio declarar que pretende recorrer à maioria obtida por legendas de direita no Legislativo para promover alterações na Constituição. Ao ser questionado sobre o tema, o candidato explicou que a menção envolvia propostas como o fim da reeleição, mudanças no Judiciário e no Supremo Tribunal Federal (STF), redução da maioridade penal e alterações na reforma tributária.>
Em ato político no qual recebeu o apoio do Republicanos, Flávio também voltou a falar em "redemocratizar" o país e defendeu que as instituições precisam voltar a ser respeitadas.>