Publicado em 3 de março de 2026 às 14:46
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou nesta segunda-feira (2), no Senado Federal, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da reeleição para presidente da República.>
A proposta recebeu 30 assinaturas, três a mais do que o mínimo necessário (27) para começar a tramitar.>
O que muda>
O texto mantém a possibilidade de reeleição para governadores e prefeitos, mas proíbe um segundo mandato consecutivo para presidente. Pela regra sugerida, o presidente e quem o tiver substituído nos seis meses anteriores à eleição ficariam inelegíveis para o mesmo cargo no mandato seguinte.>
Justificativa>
Na argumentação, Flávio lembra que a reeleição não estava prevista na Constituição de 1988 e foi criada por emenda aprovada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.>
Segundo o senador, a possibilidade de disputar um segundo mandato coloca o presidente em “campanha permanente”, estimulando medidas eleitoreiras e o adiamento de decisões impopulares. Para ele, o fim da reeleição fortaleceria a independência do chefe do Executivo, reduziria o uso político da máquina pública e reforçaria a alternância de poder.>
A proposta surge em meio a críticas da oposição a medidas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, discussões sobre o fim da jornada 6x1 e programas sociais.>
Flávio foi apontado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como seu possível substituto na disputa presidencial de 2026.>
Quem assinou>
A PEC tem apoio de 30 senadores, de partidos como PL, PP, Republicanos, PSDB, Podemos, MDB, PSD, União Brasil e Novo. Entre os nomes estão Sergio Moro (União-PR), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS).>
Agora, a proposta começa a tramitar pelas comissões do Senado antes de seguir para votação em plenário. Para ser aprovada, uma PEC precisa de apoio de três quintos dos senadores, em dois turnos de votação.>
Com informações da Gazeta do Povo>