Flávio Bolsonaro rebate fala de Lula sobre profissão de gari: 'pobre é o seu pensamento'

A fala de Lula foi durante um evento em Belo Horizonte

Publicado em 31 de agosto de 2026 às 09:36

Lula e Flávio Bolsonaro
Lula e Flávio Bolsonaro Crédito: Ricardo Stuckert/Campanha Lula; Raul Spinassé/Campanha Flávio Bolsonaro

Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a profissão de gari gerou repercussão e críticas nas redes sociais neste fim de semana. O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) foi um dos que reagiram à fala e afirmou que "pobre" é o pensamento do presidente ao se referir ao trabalho exercido pelos profissionais responsáveis pela limpeza das cidades.

Durante um discurso em Belo Horizonte, Lula falou sobre a realidade dos trabalhadores que exercem profissões consideradas menos valorizadas socialmente e afirmou que muitas pessoas não têm orgulho de dizer que trabalham como garis ou lixeiros, fazendo uma comparação com profissões como medicina e engenharia. "Não é uma profissão que dá orgulho: 'Eu sou lixeiro'...  Quando passo na rua e vejo aquelas pessoas que trabalham recolhendo lixo, é uma profissão muito pobre, uma profissão de quem não pode estudar. O cara tem orgulho de falar: 'eu sou engenheiro, eu sou médico'", disse o presidente.

Na declaração, o presidente argumentou que existe uma diferença na forma como determinadas profissões são vistas pela sociedade e associou essa realidade à falta de oportunidades de estudo para parte da população. Lula também destacou a importância dos trabalhadores da limpeza urbana e afirmou que eles muitas vezes são tratados como "invisíveis", apesar de desempenharem um serviço essencial para o funcionamento das cidades.

A fala, no entanto, foi criticada por Flávio Bolsonaro. Em uma publicação nas redes sociais, o senador rebateu o presidente e defendeu que não existe "profissão de pobre", mas sim trabalho honesto.

"Pobre é o seu pensamento", afirmou Flávio ao comentar o discurso de Lula.

O candidato também destacou que trabalhar como gari deve ser motivo de orgulho e ressaltou a importância da atividade para a sociedade. Segundo ele, qualquer profissão exercida de forma honesta merece respeito e valorização, independentemente da condição financeira ou do nível de escolaridade do trabalhador.

A troca de críticas acontece em meio à campanha eleitoral de 2026, período em que declarações dos candidatos e do presidente têm ganhado grande repercussão nas redes sociais. O episódio envolvendo os garis passou a ser utilizado por adversários de Lula como argumento para criticar a forma como o presidente se expressou ao abordar as diferenças sociais e profissionais no país.

A discussão também reacendeu o debate sobre a valorização dos trabalhadores da limpeza urbana, profissionais considerados essenciais para a saúde pública e para o funcionamento das cidades, mas que historicamente enfrentam menor reconhecimento social.