Publicado em 8 de outubro de 2026 às 16:41
O economista Adolfo Sachsida, atuando como representante da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta-feira (8) que um eventual governo do senador não irá privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras. O comunicado foi direcionado aos funcionários das empresas públicas em vídeo veiculado nas redes sociais.>
"Se você está ouvindo esse vídeo e é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa: não existirão privatizações de empresas. Nenhuma dessas empresas será tocada", declarou Sachsida, acrescentando que a diretriz visa fortalecer a governança das companhias para que voltem a dar lucro. Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno da corrida presidencial contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 25 de outubro.>
O posicionamento manifestado pelo representante representa uma inflexão na comparação com a política econômica do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, do qual Sachsida também fez parte. Sob o comando do então ministro da Economia, Paulo Guedes, a desestatização de instituições financeiras públicas e da petroleira foi reiteradamente defendida, embora as vendas não tenham se concretizado.>
Na gravação em que assegurou a permanência das estatais de crédito e energia sob controle da União, Sachsida não citou os Correios. A empresa de correspondências fez parte dos planos de privatização da gestão anterior, mas permaneceu pública e vem acumulando prejuízos recentes que demandaram repasses do Tesouro Nacional.>
Além das empresas públicas, o representante da campanha elencou outras medidas administrativas e fiscais em estudo pelo grupo político:>
- Enxugamento de pastas: redução na quantidade de ministérios em relação à estrutura atual do Poder Executivo, que soma 39 pastas;>
- Fim dos supersalários: veto a vencimentos que extrapolem o teto constitucional no serviço público. "O ajuste fiscal nosso será focado nos excessos do governo, naqueles absurdos. Com todo respeito, não faz sentido um funcionário público ganhar R$ 200 mil por mês", pontuou o economista;>
- Continuidade de programas: manutenção de benefícios de transferência de renda como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).>