Publicado em 9 de março de 2026 às 18:01
O governo federal estuda um pacote de medidas para tentar reduzir os juros do crédito consignado para trabalhadores do setor privado com carteira assinada, além de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).>
A avaliação da equipe econômica é que, mesmo sendo considerado um empréstimo de baixo risco, já que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento ou do benefício, as taxas cobradas pelos bancos ainda estão altas.>
Entre as propostas em análise está a possibilidade de usar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia do empréstimo. A ideia é permitir que até 10% do saldo do FGTS e também a multa rescisória de 40% em caso de demissão sejam usados como respaldo para a operação. Com isso, o risco para os bancos diminuiria, o que poderia levar à redução das taxas de juros.>
Outra medida em discussão é aumentar a concorrência entre as instituições financeiras. Para aposentados e pensionistas, o governo avalia criar um sistema dentro da plataforma Meu INSS em que diferentes bancos possam apresentar propostas de crédito. Assim, o beneficiário poderia comparar as taxas disponíveis e escolher a mais vantajosa.>
No caso dos trabalhadores do setor privado, também está sendo analisada a criação de um teto para os juros do consignado, modelo que já é aplicado aos beneficiários do INSS.>
Atualmente, o juro médio do consignado para trabalhadores com carteira assinada gira em torno de 3,2% ao mês. Para o governo, esse patamar ainda é alto para um tipo de crédito considerado mais seguro.>
As propostas ainda estão em fase de discussão dentro do governo e podem ser anunciadas nas próximas semanas. A iniciativa faz parte de uma estratégia para ampliar o acesso ao crédito e estimular o consumo, em um momento em que o nível geral de juros no país ainda é considerado elevado.>