Homem tenta agredir Marina Silva durante caminhada de Haddad em São Paulo

Candidata ao Senado foi abordada de forma agressiva no centro da capital e precisou se refugiar em um comércio; ela não ficou ferida.

Publicado em 17 de agosto de 2026 às 19:04

(Senadora Marina Silva)
(Senadora Marina Silva) Crédito: Marcelo Camargo

Um momento de tensão interrompeu, nesta segunda-feira (17), a caminhada de campanha de Fernando Haddad (PT) pelo centro de São Paulo. A candidata ao Senado Marina Silva (Rede) foi alvo de uma abordagem agressiva e um homem chegou a avançar contra ela, sendo contido por integrantes da equipe de campanha.

Segundo informações divulgadas pelo UOL, o homem se aproximou de Marina durante o trajeto entre a Praça da República e o Teatro Municipal. Ele teria encostado no ombro e na barriga da candidata enquanto fazia questionamentos em tom provocativo.

A situação rapidamente provocou reação dos assessores, que afastaram o homem. Marina foi retirada do local e se abrigou em um comércio da região, cercada por aliados. Ela não sofreu ferimentos. O homem deixou o local sem se identificar.

Após o episódio, Marina afirmou que o comportamento do homem foi agressivo e disse esperar que situações semelhantes sejam casos isolados durante a campanha.

Ato com foco nas mulheres

A caminhada marcou o início da campanha de Fernando Haddad ao Governo de São Paulo e teve como uma das principais pautas o combate à violência contra as mulheres.

Haddad estava acompanhado da esposa, Ana Estela Haddad, além de Marina Silva, Simone Tebet (PSB) e outras lideranças políticas. Durante o ato, o candidato apresentou propostas que incluem o uso de inteligência artificial para prevenção da violência contra a mulher, além de protocolos em escolas e unidades de saúde e uma central de denúncias.

Simone Tebet também defendeu mudanças na estrutura de atendimento às vítimas de violência doméstica e criticou o horário de funcionamento de delegacias especializadas, enquanto a deputada Érika Hilton (PSOL) destacou a necessidade de ampliar o apoio financeiro e a estrutura de acolhimento para mulheres vítimas de violência.

O episódio envolvendo Marina ocorreu justamente durante uma agenda de campanha dedicada ao debate sobre segurança e proteção das mulheres, aumentando a repercussão do ato político na capital paulista.