Publicado em 30 de abril de 2026 às 21:07
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discute com aliados a possibilidade de nomear o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A avaliação ocorre um dia após o Senado Federal rejeitar, de forma histórica, a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).>
Na quarta-feira (29), o plenário do Senado rejeitou o nome de Messias por 42 votos a 34, em votação secreta. Foi a primeira rejeição de um indicado presidencial ao STF desde 1894, configurando uma derrota significativa para o governo. Para aprovação, eram necessários pelo menos 41 votos favoráveis.>
Messias, que ocupa a Advocacia-Geral da União (AGU) desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023, havia sido indicado em novembro de 2025 para a vaga aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. Apesar da aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o nome não obteve apoio suficiente no plenário.>
Após o resultado, Messias se reuniu com Lula no Palácio da Alvorada. Segundo interlocutores, o presidente recebeu a decisão com tranquilidade e sinalizou que pretende indicar outro nome para o STF nas próximas semanas, sem abrir mão da prerrogativa presidencial.>
A possível transferência de Jorge Messias para o Ministério da Justiça é vista como uma forma de manter o aliado próximo ao núcleo do governo. O atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, tem sido cotado para outras funções, ou até, para uma eventual aposentadoria.>
O Planalto ainda não confirma a mudança, mas aliados afirmam que Lula avalia o perfil técnico e o trânsito político de Messias, procurador da Fazenda Nacional de carreira e com passagem pelo governo Dilma Rousseff, como adequados para a pasta, especialmente em um momento de tensões entre os Poderes e debates sobre segurança pública.>
A rejeição no Senado expôs fissuras na base aliada do governo e reforçou o crescente poder de barganha do Congresso em relação ao Executivo.>
Com informações da CNN e G1>