Publicado em 4 de junho de 2026 às 19:10
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva explicou nesta quinta-feira (4), por que não compareceu à tradicional Marcha para Jesus, realizada em São Paulo durante o feriado de Corpus Christi. Em conversa por telefone com o advogado-geral da União, Jorge Messias, e com o apóstolo Estevam Hernandes, Lula afirmou que evita participar de eventos religiosos em anos eleitorais para não associar a fé a interesses políticos.>
A conversa foi divulgada nas redes sociais da Advocacia-Geral da União (AGU) e rapidamente repercutiu nos meios políticos e religiosos.>
Durante a ligação, o presidente justificou sua decisão de forma direta:>
"Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de coisa sagrada.">
A declaração reforça o posicionamento adotado por Lula em relação à participação em eventos religiosos durante períodos de disputa eleitoral. O presidente também lembrou que foi responsável pela sanção da lei que oficializou a Marcha para Jesus no calendário nacional, em 2009.>
Ausência evitou encontro com adversários políticos>
A não participação de Lula também evitou um encontro direto com lideranças da oposição que marcaram presença no evento. Entre elas estavam o senador Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas e o prefeito da capital paulista Ricardo Nunes, que participaram das atividades e discursaram para os fiéis.>
Embora tenha representado o governo federal na Marcha, Jorge Messias manteve uma agenda separada e não participou dos atos políticos ligados às lideranças bolsonaristas presentes.>
Evento reuniu autoridades e milhares de fiéis>
Considerada uma das maiores manifestações públicas da comunidade evangélica brasileira, a Marcha para Jesus reuniu milhares de participantes nas ruas da capital paulista.>
Além de lideranças religiosas, o evento contou com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e de parlamentares como André do Prado, Lucas Bove, Sóstenes Cavalcante e Guilherme Derrite.>
A edição deste ano reforçou a importância política e religiosa da Marcha para Jesus, evento que há décadas mobiliza igrejas evangélicas de diferentes denominações e reúne autoridades de diversas correntes ideológicas.>
Com informações do portal CNN>