Lulinha visitou fábrica de cannabis medicinal com Careca do INSS, diz advogado

A informação foi revelada nesta segunda-feira (16) pelo advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho

Publicado em 16 de março de 2026 às 17:58

A informação foi revelada nesta segunda-feira (16) pelo advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho
A informação foi revelada nesta segunda-feira (16) pelo advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho Crédito: Reprodução

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, confirmou que ele viajou para Portugal em 2024 com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, um dos principais investigados em um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A informação foi revelada nesta segunda-feira (16) pelo advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho. Segundo ele, a viagem ocorreu em novembro de 2024, a convite do lobista, para visitar uma fábrica de produtos de cannabis medicinal. O advogado afirmou que Lulinha aceitou o convite por curiosidade sobre a produção de canabidiol e que a visita não resultou em qualquer parceria ou contrato comercial.

Carvalho também negou que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha participado de irregularidades ou recebido recursos ligados ao esquema investigado. De acordo com ele, Lulinha conheceu o lobista por meio da empresária Roberta Luchsinger e nunca manteve relação profissional com o investigado.

As suspeitas surgiram durante investigações da Polícia Federal sobre fraudes no INSS, que incluem pagamentos de R$ 1,5 milhão feitos por uma empresa ligada ao lobista para uma empresa de Roberta. Há a hipótese de que parte desses recursos pudesse ter sido destinada a Lulinha, o que é negado pela defesa.

A investigação também analisa mensagens e depoimentos que mencionam uma suposta “mesada” de R$ 300 mil ao filho do presidente, versão contestada pelos advogados. Eles afirmam que a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha não encontrou qualquer indício de recebimento de dinheiro desviado do INSS.

Segundo a defesa, todas as movimentações financeiras do empresário são regulares e não possuem relação direta ou indireta com as fraudes investigadas pela Polícia Federal ou pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Com informações do G1