Publicado em 16 de outubro de 2026 às 18:45
A Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, negou publicamente ter exercido qualquer tipo de ingerência política ou viés ideológico no processo eleitoral brasileiro. A manifestação acontece após o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinar que a plataforma não interfira na distribuição de conteúdos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem do senador Flávio Bolsonaro (PL), sob pena de multa diária de R$ 500 mil. A decisão liminar atendeu a uma ação da coligação de Lula, que apontou falhas reiteradas na entrega de publicações.>
Em posicionamento oficial, a companhia assegurou que seus sistemas não organizam ou distribuem conteúdos com base em posicionamento político e reforçou que "não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição". A empresa declarou que cada um dos episódios citados possui explicação técnica documental e não reflete tentativa de influenciar o pleito.>
Sobre a desativação da conta de anúncios da campanha de Lula no dia 23 de setembro, a Meta informou que o bloqueio ocorreu "por engano" e durou pouco mais de uma hora. A suspensão temporária deu-se após um anúncio ser classificado incorretamente como tentativa de se passar por programa social, em checagem preventiva derivada de acordo firmado em abril de 2026 com a Advocacia-Geral da União (AGU) para combater golpes.>
A empresa argumentou que as regras rígidas do país para conteúdo digital aumentam os riscos de aplicação excessiva. Além disso, destacou que as páginas oficiais de Lula no Facebook e no Instagram jamais foram bloqueadas.>
A Meta prestou esclarecimentos sobre o congelamento na contagem de visualizações de vídeos no formato Reelsregistrado em 7 de outubro. A empresa explicou que o problema decorreu de um "incidente técnico" global de cinco horas que atingiu criadores em mais de 100 países — ressaltando que a própria equipe de Flávio Bolsonaro entrou em contato no mesmo dia relatando a mesma falha.>
A companhia informou ainda que, em 9 de outubro, uma atualização de código provocou nova instabilidade mundial no Gerenciador de Anúncios, impedindo temporariamente a criação de anúncios a partir de postagens já existentes.>
A plataforma também abordou o comportamento do Meta AI no WhatsApp, após relatos de que a ferramenta se recusava a gerar imagens de campanha de Lula, mas aceitava pedidos relacionados a Flávio Bolsonaro. A empresa justificou que a divergência decorreu de uma brecha específica nas travas de proteção e não de preferência política.>
Segundo o comunicado, os filtros bloqueavam automaticamente buscas com os nomes diretos dos candidatos, mas falhavam ao reconhecer o concorrente quando o primeiro nome vinha associado ao número eleitoral. Para garantir conformidade com as regras eleitorais brasileiras, a Meta proibiu temporariamente a inteligência artificial de emitir recomendações ou gerar imagens relativas a qualquer candidato no país.>