Publicado em 24 de março de 2026 às 14:50
O senador Sérgio Moro (PL-PR) oficializou, nesta terça-feira (24), sua filiação ao Partido Liberal (PL) para concorrer ao governo do Paraná nas eleições de outubro de 2026. O evento de filiação, realizado em Brasília, marcou a consolidação de uma nova aliança política que inclui o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.>
Durante o ato, Moro garantiu que o estado do Paraná oferecerá um palanque forte para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Em resposta ao pedido de apoio do aliado, Moro afirmou que trabalhará para que o pré-candidato tenha uma "grande vitória" no estado, o que classificou como uma vitória para o país. Flávio Bolsonaro ressaltou que a presença de Moro é fundamental na estratégia nacional do partido para apresentar um projeto de prosperidade.>
A chapa encabeçada por Moro terá o deputado Felipe Barros (PL) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) como candidatos ao Senado. A intenção da legenda é projetar no estado uma "chapa Lava Jato", em alusão à operação em que Moro atuou como juiz federal e Dallagnol como procurador da República.>
A movimentação do PL representa o rompimento oficial da legenda com o atual governador Ratinho Junior (PSD). Aliados de Ratinho Junior indicaram que esse afastamento foi um dos fatores que o levaram a desistir de sua pré-candidatura ao Planalto, anunciada na última segunda-feira (23). Ratinho Junior deverá concluir seu segundo mandato no governo paranaense até dezembro de 2026. Em seu discurso, Moro elogiou a gestão atual, mas defendeu que o estado precisa buscar um "governo de excelência" e de mudança.>
A filiação de Moro ocorre após um período de embates jurídicos com o próprio PL. O partido de Valdemar Costa Neto chegou a pedir a cassação do mandato de Moro, alegando abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve o cargo do senador. Moro também teve uma trajetória conturbada com a família Bolsonaro: foi ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, deixou o governo com críticas em 2020, mas voltou a apoiar o ex-presidente na disputa contra Lula em 2022.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.>