Mulheres representam 52,8% do eleitorado brasileiro e são alvo de pré-candidatos

Com quase 84 milhões de eleitoras aptas a votar em outubro, público feminino consolida-se como a maior força das urnas; crescimento do grupo superou o dos homens desde 2022.

Publicado em 20 de julho de 2026 às 17:12

Eleitorado feminino permanece como a maioria absoluta dos brasileiros que devem ir às urnas em outubro, representando 52,84% do total nacional. 
Eleitorado feminino permanece como a maioria absoluta dos brasileiros que devem ir às urnas em outubro, representando 52,84% do total nacional.  Crédito: Pedro França/Agência Senado

O eleitorado feminino permanece como a maioria absoluta dos brasileiros que devem ir às urnas em outubro, representando 52,84% do total nacional. Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (20), ao todo são 83.877.126 mulheres aptas a votar, consolidando o grupo como o maior peso eleitoral do país. Esse contingente de quase 84 milhões de eleitoras revela quem está com a situação regularizada para comparecer às urnas no primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.

Na comparação com as últimas eleições gerais de 2022, o número de eleitoras brasileiras cresceu 1,83%, o que representa um aumento de 1.503.962 mulheres no sistema. Esse crescimento proporcional superou o registrado pelo eleitorado masculino, que subiu 1,08% no mesmo período, passando de 74.044.065 para 74.845.001 eleitores. Diante dessa predominância numérica, os pré-candidatos à Presidência da República intensificaram, ao longo deste mês, estratégias e discursos voltados especificamente para as eleitoras em entrevistas, eventos e publicações nas redes sociais.

A disputa por esse eleitorado tem movimentado os principais nomes da corrida presidencial. Recentemente, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro lançou o plano "Brasil por Elas", defendendo que a pauta feminina deve ser uma bandeira da direita. Por outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem destacado ações de seu mandato, como a sanção da lei de igualdade salarial entre homens e mulheres e a defesa do aumento de pena para o crime de feminicídio. O atual governo iniciou a gestão com um recorde de 11 ministras e, após reformulações em abril de 2026, mantém oito mulheres ocupando pastas no primeiro escalão.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.