Publicado em 26 de outubro de 2026 às 16:56
Uma ala do Partido Liberal (PL) responsabiliza o deputado federal Nikolas Ferreira pelo desempenho de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais no segundo turno das eleições presidenciais. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) a partir de relatos de integrantes do partido e da coordenação de campanha.>
Segundo informações, o resultado nas urnas abriu espaço para cobranças dentro da legenda. Nikolas aparece entre os nomes criticados por aliados, que questionam a estratégia adotada durante a campanha e a decisão de priorizar agendas em outros estados, enquanto a disputa em Minas se tornava mais acirrada.>
A avaliação de parte do PL era de que o estado não exigiria uma mobilização tão intensa. A expectativa se apoiava no resultado do primeiro turno, quando Flávio ficou à frente de Lula em Minas Gerais, e na atuação de Nikolas, que percorreu diferentes regiões do país para conquistar votos para o senador.>
No segundo turno, entretanto, Lula conseguiu reverter o cenário e terminou à frente. O petista recebeu 6.351.099 votos em Minas, o equivalente a 50,43% dos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro somou 6.241.786 votos, equivalente a 49,57%. A diferença foi de 109.313 votos.>
Integrantes do PL afirmam que não houve um alerta suficiente sobre o avanço de Lula no estado. O PT, por sua vez, teria identificado a mudança de cenário e reforçado sua atuação entre os eleitores mineiros.>
Outros nomes também são alvo de críticas>
Nikolas não é o único citado nas conversas internas do partido. A coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, também teria sido alvo de questionamentos por declarações sobre a possível substituição de servidores públicos por inteligência artificial e as regras de transição do Bolsa Família.>
Pablo Marçal (PRTB-SP) aparece entre os nomes mencionados em razão da estratégia adotada para a participação de Flávio no debate da Band. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), teria ampliado sua participação na campanha apenas na reta final, durante a preparação para o segundo debate e, de acordo com a ala do PL foi uma atuação tardia.>
O resultado em Minas Gerais agora alimenta as discussões dentro do PL sobre os rumos da campanha e as decisões tomadas na reta final da disputa. As críticas a Nikolas Ferreira e aos demais nomes citados expõem divergências entre aliados de Flávio Bolsonaro e levantam questionamentos sobre a estratégia adotada pelo partido para tentar garantir a vitória no estado.>