PF apura suposta interferência externa nas eleições brasileiras

Representação apresentada pela AGU foi encaminhada à Diretoria de Inteligência da Polícia Federal; investigação ainda não tem inquérito formal instaurado.

Publicado em 4 de outubro de 2026 às 16:38

(Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues)
(Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues) Crédito: José Cruz/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) recebeu uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) que solicita a apuração de uma suposta interferência externa nas eleições brasileiras. A conduta, caso confirmada, pode configurar crime previsto na legislação eleitoral.

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o documento apresentado pela AGU passou por uma análise técnica dentro da corporação e, posteriormente, foi encaminhado à Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, responsável por conduzir as apurações relacionadas ao caso.

Rodrigues informou que o procedimento já está em andamento, mas ainda não houve a instauração formal de um inquérito policial por meio de portaria.

Neste momento, a PF realiza o levantamento preliminar de informações para verificar a existência de elementos que possam indicar uma eventual interferência externa no processo eleitoral.

A investigação deverá buscar identificar a origem da possível interferência, os responsáveis e a eventual existência de ações coordenadas que possam ter afetado o processo eleitoral brasileiro. Até o momento, não há confirmação pública de que tenha ocorrido crime ou de quem seriam os possíveis envolvidos.