Publicado em 29 de outubro de 2026 às 14:29
O PL (Partido Liberal) reavaliou o cenário político pós-eleitoral e estuda compor o "blocão" liderado pelo atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que articula sua reeleição ao comando da Casa em 2027. A movimentação mira garantir espaço em cargos da Mesa Diretora e no comando de comissões temáticas no Legislativo. No entanto, a aproximação gerou reação imediata do PT (Partido dos Trabalhadores), que sinalizou que não aceita integrar o bloco de apoio caso a sigla bolsonarista faça parte da composição.>
A mudança de postura no PL vem sendo defendida pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. A avaliação de integrantes do partido é que, se ficar isolada fora do bloco, a bancada, que é a maior da Câmara, com 121 deputados eleito, sairá prejudicada. Sem integrar o grupo, a preferência do PL na escolha de comissões cairia da 1ª e 2ª posição para a 14ª, o que deixaria o partido com colegiados menos estratégicos.>
Antes do resultado da eleição presidencial, dirigentes do PL descartavam o apoio a Hugo Motta por conta do posicionamento do parlamentar favorável à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o movimento do PL de reaproximação após o pleito, o PT, que anunciou apoio formal a Hugo nesta semana, reagiu à articulação e sinalizou a Hugo que não permanecerá no grupo de apoio se o PL for incluído.>
Diante do impasse, o presidente da Câmara corre o risco de ter que escolher um lado. Em 2025, Hugo chegou ao comando da Casa com o apoio conjunto do PT e do PL. Atualmente, o grupo de apoio reunido em torno de sua reeleição engloba 15 partidos. Aliados afirmam que Hugo ainda não conversou com o PL, mas pretende ouvir as demandas do partido antes de tomar uma decisão.>