Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 15:01
O Progressistas (PP) avalia, nos bastidores, a possibilidade de adotar uma posição de neutralidade na eleição presidencial deste ano. De acordo com fontes do partido, a decisão de não apoiar oficialmente nenhum candidato dependerá do discurso e da postura adotados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como pré-candidato.>
Dirigentes regionais afirmam que a cúpula nacional do PP tende a se alinhar a Flávio, mas há resistência interna diante do risco de uma atuação considerada radical ou extremista. O apoio só ocorreria caso o senador adote um perfil mais moderado, capaz de não comprometer alianças e acordos locais firmados pelo partido nos estados.>
Dentro da legenda, há um consenso: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não disputará a Presidência neste ano.>
Paralelamente, bancadas do Nordeste pressionam para que o PP apoie a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ainda assim, a tendência predominante é a de manter autonomia estadual, permitindo que cada diretório regional decida seu posicionamento conforme o contexto local.>
Na Paraíba, estado do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), a expectativa é que o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) dispute o governo estadual com apoio de Lula. Nesse cenário, o presidente pode subir no palanque do candidato do PP, em um movimento que contrasta com a linha adotada pela direção nacional do partido.>
Situação semelhante é observada em outros estados do Nordeste, como Ceará e Pernambuco. A diversidade de alianças regionais é considerada comum dentro do Progressistas.>
O PP é federado com o União Brasil, formando a federação União Progressista. Dentro desse bloco, a ala governista tem ganhado espaço tanto no PP quanto no União. A indicação de Gustavo Feliciano para o Ministério do Turismo, feita por Lula, fortaleceu esse movimento de aproximação com o governo federal.>
Com informações da CNN Brasil>