Publicado em 29 de setembro de 2026 às 22:11
O presidente do partido Missão na Bahia, David Pirajá, discursou no domingo (27) ao lado do candidato à Presidência da República pela sigla, Renan Santos, e defendeu a realização de uma “chacina” em dois bairros periféricos de Salvador, capital da Bahia.>
A declaração ocorreu durante ato de campanha em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro do Canela. Pirajá afirmou:>
“Cidade cheia de favela, toda tomada pelo crime. Somente nós aqui presentes hoje falamos: ‘tem que ter uma chacina no Bairro da Paz! Tem que ter! Tem que ter uma chacina em Planeta dos Macacos, a gente tem que entrar nessas favelas e fazer um banho de sangue com todo mundo do Comando Vermelho’. Salvador é nossa!”>
As localidades citadas são o Bairro da Paz e o Planeta dos Macacos, em São Cristóvão.>
Posicionamento de Renan Santos>
Em vídeo publicado nas redes sociais no dia seguinte, Renan Santos endossou a fala do aliado. O candidato afirmou que, se eleito, promoverá ações contra membros de facções criminosas nesses bairros:>
“Nós faremos uma chacina nesses bairros contra os membros das facções criminosas. Vamos passar a rapa neles.”>
Ele argumentou que a declaração se referia a traficantes e integrantes do crime organizado, e não à população residente. Santos também defendeu o fim da progressão de regime para membros de organizações criminosas e o cumprimento integral de penas em regime fechado.>
Procurado, David Pirajá afirmou que sua fala fazia referência à morte de traficantes.>
Reações e apuração>
Entidades do Bairro da Paz, como a Agência de Notícias da Favela (ANF) e o Jornal Comunitário Bairro da Paz, repudiaram as declarações. A ANF classificou a fala como “absolutamente inaceitável” e afirmou que a incitação à violência configura crime e viola a Constituição e tratados internacionais de direitos humanos.>
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) determinou o encaminhamento de notícia de fato para apuração nas esferas criminal e eleitoral. O procurador de Justiça Rômulo de Andrade Moreira apontou possível enquadramento no artigo 287 do Código Penal (apologia pública de fato criminoso).>
A reportagem do portal Roma News segue acompanhando os desdobramentos.>
Com informações do portal UOL >