Relatório médico aponta instabilidade no equilíbrio corporal de Jair Bolsonaro

Documento enviado ao STF informa persistência de soluços e alteração leve no pulmão esquerdo do ex-presidente.

Publicado em 16 de maio de 2026 às 09:29

Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República
Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou quadro persistente e sem alterações de instabilidade no equilíbrio corporal, segundo relatório médico semanal encaminhado nesta sexta-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O documento também informa que foi identificada uma alteração leve na parte inferior do pulmão esquerdo do ex-presidente, condição que segue sob acompanhamento médico.

De acordo com os profissionais responsáveis pelo tratamento, Bolsonaro apresentou episódios recorrentes de soluços nos últimos dias, mas houve melhora e estabilização do quadro após ajustes terapêuticos realizados pela equipe médica.

O relatório destaca ainda que a pressão arterial do ex-presidente permanece controlada.

Os médicos informaram que Bolsonaro segue realizando diariamente um protocolo de fisioterapia motora leve, além do uso de tipoia para imobilização parcial do ombro direito, em recuperação pós-cirúrgica.

Segundo o boletim, o ex-presidente não relata dores no período pós-operatório e faz uso de medicamentos analgésicos administrados por via transdérmica, como adesivos e géis aplicados diretamente sobre a pele.

Em março deste ano, Bolsonaro ficou internado por cerca de duas semanas em Brasília para tratar uma pneumonia associada a episódios intensos de soluços.

Já no início de maio, ele voltou a ser hospitalizado para realizar uma cirurgia no ombro direito.

Atualmente em prisão domiciliar, Bolsonaro recebe acompanhamento médico contínuo, com relatórios periódicos enviados ao STF sobre sua condição de saúde.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A prisão domiciliar humanitária foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes em março, inicialmente pelo período de 90 dias, para recuperação da broncopneumonia.

Antes da decisão, Bolsonaro cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.