Publicado em 2 de maio de 2026 às 12:51
A relação entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, entrou em um novo nível de desgaste após a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Nos bastidores, aliados do Planalto atribuem ao senador a articulação que levou à derrota, considerada incomum pela base governista.>
O impasse ocorre em um momento sensível, a poucos meses das eleições, e pode comprometer o andamento de propostas estratégicas do Executivo. Entre elas está a PEC nº 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, que é tratada como peça central do discurso do governo na área de combate à criminalidade.>
Apesar de já ter sido aprovada pela Câmara, a proposta segue sem avanços no Senado. Desde março, o texto aguarda uma decisão de Alcolumbre para definição do relator e do formato de tramitação. A medida prevê, entre outros pontos, maior integração entre forças de segurança da União, estados e Distrito Federal, além da inclusão do Sistema Único de Segurança Pública na Constituição. A expectativa inicial do governo era garantir a aprovação ainda no primeiro semestre, mas o cenário político atual reduz as chances de avanço no curto prazo.>
Outra proposta que pode ser impactada pelo clima de tensão é o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1, em que o trabalhador atua seis dias para descansar um. O tema está em análise na Câmara por meio de uma PEC e, se aprovado, ainda precisará passar pelo Senado. Paralelamente, o governo também apresentou um projeto de lei com tramitação em regime de urgência, tentando acelerar a discussão.>
Com a relação estremecida entre Executivo e Senado, a tramitação dessas pautas depende diretamente de articulação política, o que, no momento, encontra obstáculos diante do conflito entre as lideranças.>
Com informações do Metrópoles >