Publicado em 19 de outubro de 2026 às 12:33
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aumentou a pressão sobre a Meta detentora do Facebook, Instagram e WhatsApp durante a disputa do segundo turno presidencial. Em nova decisão proferida nesta segunda-feira (19), o ministro Marco Aurélio Buzzi estipulou o prazo improrrogável de 24 horas para que a empresa comprove a adoção de medidas que garantam a isonomia na entrega de posts e anúncios de campanha entre as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.>
Diante do descumprimento de um prazo anterior de 72 horas fixado pelo tribunal, a Corte Eleitoral também dobrou a punição diária para eventual descumprimento, elevando a multa de R$ 500 mil para R$ 1 milhão por dia. A ação atende a acionamentos das campanhas dos dois candidatos que disputam o segundo turno, que apontam desequilíbrio na distribuição algorítmica e na entrega de anúncios pagos nas plataformas.>
A ordem do TSE exige que a Meta apresente esclarecimentos detalhados sobre quatro pontos centrais: o funcionamento dos sistemas de recomendação, dados de alcance dos anúncios de ambas as chapas, investigações internas sobre redes de perfis inautênticos e a identificação de conteúdos gerados ou alterados sinteticamente por inteligência artificial.>
Em posicionamento oficial, a Meta declarou que cumpre a legislação eleitoral brasileira e que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração automatizada de imagens vinculadas aos nomes e números das candidaturas nas urnas.>