Publicado em 2 de março de 2026 às 14:30
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma nesta segunda-feira (2) a análise das resoluções que vão regulamentar as eleições de outubro. Pela legislação eleitoral, todas as normas precisam estar aprovadas até 5 de março.>
As resoluções não mudam a lei, mas detalham como as regras serão aplicadas na prática, desde a propaganda até o transporte de eleitores e o calendário oficial do pleito.>
O que já foi aprovado>
Na semana passada, o TSE aprovou sete resoluções que tratam de:>
• arrecadação e gastos de campanha, além da prestação de contas;>
• cronograma do cadastro eleitoral;>
• transporte de eleitores com deficiência;>
• distribuição do fundo eleitoral;>
• pesquisas eleitorais;>
• atos gerais do processo eleitoral;>
• sistemas de votação, totalização e proclamação dos resultados.>
Entre os principais pontos já definidos estão:>
• Pode votar quem completar 16 anos até 4 de outubro (1º turno).>
• Seções eleitorais em territórios indígenas e quilombolas só podem ser alteradas após consulta às comunidades.>
• Eleitores com medida protetiva, como as previstas na Lei Maria da Penha, podem ser dispensados de atuar como mesários.>
• Comunidades indígenas e quilombolas terão transporte garantido, mesmo fora dos limites do município.>
• Está mantida a proibição do porte de armas e munições por CACs nas 24 horas antes e depois da eleição.>
• Eleitores não podem portar celular ou equipamentos eletrônicos na cabine de votação.>
• Permanecem as regras para voto em trânsito e para brasileiros que moram no exterior.>
O que ainda será analisado>
Outras sete propostas ainda precisam ser votadas. Elas tratam principalmente de:>
• propaganda eleitoral (inclusive na internet);>
• direitos e deveres dos eleitores;>
• calendário oficial;>
• registro de candidaturas;>
• irregularidades eleitorais.>
Propaganda na internet>
Uma das mudanças em discussão deixa claro que será proibida propaganda eleitoral, paga ou gratuita, em perfis de redes sociais de pessoas jurídicas e órgãos públicos.>
O impulsionamento de conteúdo continuará permitido para candidatos e partidos, mas o valor pago deverá aparecer de forma visível na publicação.>
As propostas também determinam que plataformas digitais retirem do ar conteúdos ilícitos, como ataques ao sistema de votação ou publicações com teor antidemocrático, mesmo sem ordem judicial.>
Perfis só poderão ser excluídos quando forem comprovadamente falsos, automatizados (robôs) ou usados para prática de crimes.>
Direitos dos eleitores>
O TSE também pode votar uma resolução que reúne, em um único documento, as regras sobre:>
• regularização do título;>
• emissão da primeira via;>
• preferência de votação para grupos específicos;>
• voto em trânsito;>
• voto no exterior;>
• penalidades e deveres do eleitor.>
Principais datas do calendário eleitoral>
O pacote inclui ainda o calendário oficial das eleições. Veja os prazos mais importantes:>
• Início de abril: prazo para desincompatibilização de autoridades que desejam concorrer.>
• Início de abril: candidatos devem ter definido o domicílio eleitoral.>
• 6 de maio: prazo final para tirar o primeiro título ou regularizar a situação.>
• 20 de julho a 5 de agosto: convenções partidárias.>
• 15 de agosto: prazo final para registro de candidaturas.>
• 16 de agosto: início da propaganda eleitoral.>
• 4 de outubro: primeiro turno.>
• 25 de outubro: segundo turno (se houver).>
O que estará em jogo>
Em 4 de outubro, os brasileiros vão escolher presidente e vice-presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.>
O relator das resoluções é o ministro Nunes Marques, que presidirá o TSE durante as eleições.>
Com a aprovação das regras até o início de março, o tribunal fecha o conjunto de normas que vai organizar todo o processo eleitoral deste ano, da campanha à apuração final dos votos.>
Com informações do G1>