Publicado em 27 de julho de 2026 às 09:36
O presidente da China, Xi Jinping, afirmou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o governo chinês apoia o Brasil na defesa de sua soberania e na rejeição a qualquer tipo de interferência externa. A declaração foi feita durante uma conversa telefônica entre os dois chefes de Estado, realizada neste último domingo (26), em um momento de tensão nas relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos.>
De acordo com informações divulgadas pela agência oficial chinesa Xinhua e confirmadas pelo Palácio do Planalto, Xi destacou que Pequim atribui grande importância ao papel do Brasil no cenário internacional e pretende aprofundar a parceria estratégica entre os dois países. O líder chinês também reiterou que a China continuará apoiando o Brasil na preservação de sua independência e autonomia política.>
A conversa entre ambos, que durou mais de uma hora, abordou ainda temas relacionados ao fortalecimento das relações econômicas entre os dois países. Lula e Xi defenderam a aceleração das negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a China, considerado uma prioridade para ampliar o intercâmbio econômico entre os blocos. O presidente brasileiro reafirmou o interesse em diversificar mercados e ampliar as oportunidades para produtos brasileiros no exterior.>
Outro ponto debatido foi a ampliação da cooperação em setores estratégicos. Os dois governos manifestaram interesse em desenvolver projetos conjuntos nas áreas de inteligência artificial, tecnologia espacial, beneficiamento de minerais críticos, fertilizantes e inovação, setores considerados essenciais para o desenvolvimento econômico dos dois países.>
Além das questões comerciais, Lula e Xi trocaram avaliações sobre o cenário internacional. Os presidentes demonstraram preocupação com os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre a economia global, especialmente em relação à segurança energética e alimentar. Ambos também defenderam uma solução negociada para a guerra na Ucrânia e reafirmaram o compromisso de manter diálogo próximo em fóruns multilaterais, como o Brics e a Organização das Nações Unidas (ONU).>
A conversa ocorre em um contexto de aproximação crescente entre Brasília e Pequim. Desde o início do atual mandato de Lula, Brasil e China ampliaram o diálogo político e econômico, fortalecendo uma parceria que já coloca o país asiático como principal destino das exportações brasileiras. A agenda bilateral tem priorizado investimentos, inovação tecnológica e cooperação em infraestrutura, além da busca por maior integração entre as economias dos dois países.>
Texto por Pedro Moraes, com a supervisão de Danielle Zuquim.>