Publicado em 29 de abril de 2026 às 15:39
O fortalecimento da agricultura familiar no sudeste do Pará tem avançado com iniciativas que ampliam a produção, aumentam a renda e criam oportunidades para organizações comunitárias avançarem em estrutura e mercado. Em municípios como Rondon do Pará e Dom Eliseu, associações rurais já colhem resultados concretos de investimentos que impulsionam a produtividade e melhoram a qualidade de vida de dezenas de famílias.>
O Programa Paricá promove desenvolvimento territorial sustentável no Sudeste do Pará, com foco em inclusão produtiva, conservação ambiental e geração de renda. A iniciativa é resultado de uma parceria entre Suzano, a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e a Aliança Bioversity & CIAT, e já gera resultados positivos para comunidades rurais ao fortalecer cadeias produtivas locais e oportunidades econômicas sustentáveis. Projetos apoiados pelo programa demonstram, na prática, como investimentos direcionados podem transformar a realidade de associações, cooperativas e famílias agricultoras.>
Desde o início da iniciativa, o Programa Paricá já contribuiu para o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, apoio a projetos locais e ações em mais de 107 mil hectares sob melhor gestão territorial. A PPA atua na coordenação territorial da iniciativa, promovendo articulação local, monitoramento das ações e apoio técnico às organizações beneficiadas.>
Em uma área de assentamento na zona rural de Rondon do Pará, a Associação Deus Te Ama, que reúne cerca de 60 famílias foi beneficiada com a entrega de um kit de irrigação. A tecnologia permitiu ampliar significativamente a produtividade das frutas cultivadas em sistemas agroflorestais da comunidade, reduzindo a dependência de fatores climáticos e garantindo maior regularidade na produção ao longo do ano. Com o aumento da produção, as famílias passaram a vislumbrar novas oportunidades de renda e crescimento. Um dos próximos passos é a estruturação da associação para se tornar uma cooperativa, o que deve possibilitar a comercialização em maior escala e o acesso a novos mercados. A mudança representa não apenas ganho econômico, mas também representa mais autonomia, organização produtiva e capacidade de negociação para os produtores locais.>
“Com a chegada da irrigação mudou muito a nossa vida aqui porque hoje nós temos a banana e a laranja dando no inverno, então foi uma ferramenta muito boa, mudou muito a nossa vida. A gente está se preparando para essa nova caminhada, porque formar uma cooperativa não é fácil, a gente tem que buscar fora, não só dentro do município, buscar a venda dos nossos produtos e incentivar mais os(as) nossos(as) companheiros(as) para produzir bastante, para a cooperativa poder trabalhar mais”, afirma Leude Alves Bastos, integrante da associação.>
Já no município de Dom Eliseu, a Associação dos Moradores da Marajoara tem fortalecido sua atuação na cadeia de valor da agricultura familiar por meio da produção de polpas de frutas. Responsável por abastecer a rede municipal de ensino com produtos destinados à merenda escolar, o grupo recebeu do projeto uma máquina despolpadeira, que ampliou de forma significativa sua capacidade produtiva. Antes do apoio, a produção anual era de cerca de 2,5 mil quilos de polpa. Com o novo equipamento, a estimativa é alcançar até 7 mil quilos por ano, ampliando o fornecimento para as escolas e abrindo possibilidade para novos contratos e mercados. O ganho em escala também se traduz em aumento de renda para as famílias envolvidas e maior segurança econômica para a produção local.>
“Para nós foi gratificante ter recebido a despolpadeira, no momento que a gente mais precisava porque, na época, a gente não estava podendo comprar. Ia chegar a época do açaí e a gente ainda não tinha a máquina para produção, então foi a mudança que a gente precisava para cumprirmos os nossos compromissos. Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido isso”, explica Poliana Souto, presidente da associação.>
“Os resultados mostram que investimentos conectados às demandas do território podem gerar transformações concretas. Quando fortalecemos associações locais, ampliamos oportunidades de renda, autonomia produtiva e desenvolvimento sustentável para as comunidades.” afirma Tássia Ribeiro, gerente de projetos da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA).>
Os exemplos evidenciam como o apoio técnico e os investimentos do Programa Paricá contribuem para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis na região, promovendo inclusão social e desenvolvimento local. Ao impulsionar associações e fomentar o cooperativismo, a iniciativa cria condições para que comunidades rurais avancem com mais estabilidade, dignidade e perspectivas de futuro. “Iniciativas como essas mostram que é possível conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental e promoção do bem-estar social. Quando investimos de forma estruturada nos territórios onde atuamos, fortalecendo cooperativas, apoiando associações e gerando oportunidades para as famílias, criamos um ciclo virtuoso de crescimento sustentável. Os resultados alcançados reforçam que cuidar do meio ambiente e das pessoas não é apenas um compromisso, mas uma estratégia que gera valor compartilhado. Ao incentivar práticas produtivas responsáveis e ampliar a inclusão social, contribuímos para territórios cada vez mais resilientes, com mais geração de renda para as comunidades, mais qualidade de vida e melhores perspectivas para as próximas gerações. É assim que a Suzano planta o futuro e promove o desenvolvimento nas regiões onde atua”, garante Paulo Guilherme, Coordenador de Sustentabilidade.>