Publicado em 5 de junho de 2026 às 10:53
No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no mês de junho, a Norte Energia destacou os avanços das ações de reflorestamento desenvolvidas na área de influência da Usina Belo Monte, no sudoeste do Pará. Ao longo de 15 anos, o viveiro mantido pela concessionária já produziu mais de 2,6 milhões de mudas de árvores nativas da Amazônia, utilizadas principalmente na recuperação de áreas degradadas da região.
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Instalado na Volta Grande do Xingu, o viveiro possui capacidade para produzir até 650 mil mudas por ano e cultiva atualmente 167 espécies nativas, incluindo árvores consideradas ameaçadas de extinção, como ipê, cumaru e pau-cravo.>
As mudas abastecem projetos de restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente (APPs) sob responsabilidade da empresa, que somam aproximadamente 26 mil hectares. Parte da produção também é destinada a ações de educação ambiental, arborização urbana e iniciativas voltadas para comunidades da região.>
Segundo a concessionária, mais de 2,3 milhões de mudas já foram plantadas em áreas que passaram por processos de recomposição vegetal. Atualmente, cerca de 2,6 mil hectares de floresta foram recuperados, extensão comparável à área total do arquipélago de Fernando de Noronha.>
O trabalho envolve desde a coleta de sementes até o plantio das mudas. O monitoramento é realizado em mais de 1.300 árvores matrizes espalhadas pela região, permitindo identificar os períodos adequados para coleta e garantir a preservação das características naturais da floresta amazônica.>
Além dos benefícios ambientais, o projeto também gera oportunidades de emprego para moradores locais e conta com a participação de profissionais que unem conhecimentos técnicos e saberes tradicionais. Entre eles está o indígena juruna Geilton Barros, que atua na identificação e catalogação de espécies utilizadas no viveiro.>
A meta da Norte Energia é recuperar 7,6 mil hectares de floresta até 2046. Quando esse objetivo for alcançado, a expectativa é que aproximadamente 5,5 milhões de árvores nativas tenham sido plantadas na região, contribuindo para a conservação da biodiversidade amazônica e para a redução dos impactos das mudanças climáticas.>
Nos últimos meses, as ações de reflorestamento também envolveram estudantes da rede pública de Altamira. Em uma atividade de educação ambiental realizada em abril, cerca de 80 alunos participaram do plantio de 800 mudas em áreas de preservação permanente da cidade.>