Publicado em 23 de setembro de 2026 às 14:55
O Pará registrou três decretações de anormalidade relacionadas à seca e à estiagem entre julho e setembro de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O cenário faz parte de um quadro de redução das chuvas e aumento das temperaturas associado ao avanço do fenômeno El Niño na região Norte.>
O levantamento considera o período de 1º de julho a 15 de setembro e identificou 35 decretações de anormalidade em 33 municípios da região Norte. O Acre concentra a maior parte dos registros, com 24, seguido pelo Amazonas, com seis, Pará, com três, Roraima e Rondônia, com um cada.>
De acordo com a CNM, a redução das chuvas pode provocar impactos na disponibilidade de água, na vazão dos rios e na navegabilidade das hidrovias amazônicas, além de afetar setores como pesca, agricultura, pecuária e transporte. Ao todo, os prejuízos econômicos relacionados à seca e à estiagem na região chegaram a R$ 632 milhões, segundo a entidade.>
A CNM também alerta para os possíveis efeitos do El Niño sobre a Amazônia Legal, incluindo ondas de calor, redução das precipitações e aceleração da vazante dos rios. Mais de 426,3 mil pessoas já teriam sido afetadas pela situação nos municípios da região Norte.>
Em nota técnica publicada anteriormente, a entidade orientou os municípios a reforçarem o monitoramento climático, os planos de contingência e as ações de prevenção diante dos possíveis impactos do El Niño em 2026 e 2027. Entre os riscos apontados para a região Norte estão a estiagem, a seca agrícola, a redução das vazões e as dificuldades de abastecimento de água.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>