Publicado em 18 de agosto de 2026 às 11:14
Frear o avanço das mudanças climáticas globais exige medidas imediatas contra gases de alto impacto térmico. Nesta terça-feira (18), a rede Observatório do Clima apresentou um relatório estratégico focado na redução do metano (CH4) no Brasil.>
O estudo traz 37 propostas práticas direcionadas a quatro eixos centrais: agropecuária, gestão de resíduos, energia e uso da terra. Embora permaneça menos tempo na atmosfera do que o gás carbônico entre 10 e 20 anos, o metano possui uma capacidade de reter calor 28 vezes superior à do CO2. Atualmente, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking dos maiores emissores globais do gás, atrás somente de China, Estados Unidos, Índia e Rússia.>
Levantamento do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) aponta que o país lançou 21 milhões de toneladas de metano na atmosfera em 2024. A agropecuária desponta como a principal fonte emissora, acumulando 15,7 milhões de toneladas, o equivalente a 75,8% do volume nacional. >
Especialistas de entidades parceiras como Imaflora, Ipam, Iema e Iclei destacam que o relatório abrange desde o manejo animal e controle de incêncios florestais até a eliminação de lixões e a fiscalização de vazamentos na cadeia de combustíveis fósseis, transformando o desafio ambiental em oportunidade de eficiência e políticas públicas integradas.>