Publicado em 15 de junho de 2026 às 18:49
As mudanças climáticas já fazem parte da rotina de quem vive na Amazônia. Ondas de calor mais intensas, alterações no regime de chuvas, aumento de doenças transmitidas por mosquitos e impactos na produção de alimentos são alguns dos desafios que afetam diretamente a saúde da população. Para ampliar esse debate e aproximar o tema da comunidade, a Afya Educação Médica Belém promoverá uma programação gratuita que une ciência, história e saúde durante a II Semana do Clima da Amazônia.>
A agenda inclui uma aula pública que vai percorrer prédios considerados patrimônios da saúde em Belém, como o da Santa Casa de Misericórdia Pará e do Hospital Dom Luiz I, e uma série de rodas de conversa com especialistas, abordando temas que vão desde a relação histórica entre meio ambiente e doenças na Amazônia, bem como os impactos das mudanças climáticas na saúde mental e na alimentação da população.>
Abrindo a programação, no dia 28 de junho, será realizada a aula pública com o tema: "História, Saúde e Clima", conduzida pelo historiador Michel Pinho e o médico Vitor de Holanda, docente do curso de pós-graduação em Cardiologia da Afya Educação Médica Belém.>
O encontro propõe uma caminhada pelos espaços históricos da capital paraense para discutir como a ocupação urbana e as condições ambientais influenciaram a saúde pública na Amazônia entre os séculos XVIII e XX, estabelecendo conexões com os desafios atuais.>
Segundo Vitor de Holanda, a relação entre saúde e meio ambiente faz parte da própria história da região. "Os primeiros hospitais da Amazônia foram criados para atender doenças tropicais que surgiam a partir do contato das populações com o ecossistema amazônico. Ao longo do tempo, as transformações ambientais também passaram a influenciar o surgimento e a disseminação de novas doenças. "Essa relação continua muito presente nos dias de hoje e precisamos compreendê-la melhor", explica. A atividade é gratuita, aberta ao público e não exige inscrição prévia.>
ABC do Clima e Saúde>
Já nos dias 1º e 2 de julho, a Afya Educação Médica Belém promove o ciclo de rodas de conversa "ABC do Clima e Saúde", que integra a programação paralela da II Semana do Clima da Amazônia. Os encontros abertos à comunidade em geral acontecerão na unidade da Afya, no bairro de Nazaré, em Belém, e têm como objetivo traduzir temas complexos para uma linguagem simples e próxima da realidade da sociedade.>
Entre os destaques está a atividade"Sentir medo do futuro é normal? "Vamos falar sobre ansiedade?", ministrada pelo médico especializado em saúde mental e neurodesenvolvimento, Fagner Carvalho. O especialista vai abordar os impactos de eventos extremos, como enchentes, secas, queimadas e ondas de calor, na saúde emocional da população, além de explicar os sentimentos de medo, angústia e preocupação, que podem ser considerados reações naturais às mudanças climáticas.>
"É importante compreender que as transformações ambientais não afetam apenas a saúde física. Elas também impactam a forma como as pessoas enxergam o presente e o futuro."Falar sobre saúde mental é parte fundamental da adaptação climática", reforça.>
Pequeno mosquito, grande problema>
As transformações do clima também têm influência direta sobre a proliferação de mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika e chikungunya, que fazem parte da realidade de milhares de famílias amazônicas. Para discutir o tema, a bióloga e mestre em Zoologia, Roberta Raiol, conduzirá a roda de conversa "Pequeno mosquito, grande problema: como evitar doenças que já fazem parte da sua rotina?".>
Durante o encontro, a especialista vai explicar de forma simples como o calor, as chuvas e as alterações ambientais favorecem o aumento das arboviroses na região. A atividade também abordará medidas práticas de prevenção, os principais sintomas e os sinais de alerta que indicam a necessidade de buscar atendimento médico.>
“Queremos mostrar que as arboviroses fazem parte do cotidiano da população amazônica e, quando bem conhecidas, podemos, com atitudes simples, prevenir . Entender como o clima influencia a proliferação dos mosquitos e reconhecer os sinais de alerta é fundamental para proteger a saúde individual e coletiva”, destaca Roberta Raiol, professora da Afya Abaetetuba.>
Alimentação, meio ambiente e qualidade de vida>
Outro tema em destaque será a relação entre alimentação e sustentabilidade. A gastroenterologista Fabrícia Maciel conduzirá a roda de conversa "Saúde planetária: como nossas escolhas alimentares afetam o corpo e o meio ambiente", que tratará de como as escolhas alimentares influenciam a saúde global e do planeta, e também de que forma as transformações climáticas influenciam a produção de alimentos, o abastecimento e a qualidade nutricional da alimentação da população.>
A proposta é mostrar o que chega à mesa das famílias amazônicas, impacta diretamente no ambiente e a retroalimentação desse ciclo trará alternativas práticas para uma alimentação mais saudável e sustentável. "Falar sobre alimentação sustentável vai muito além das escolhas individuais. Precisamos compreender como as mudanças climáticas afetam a produção, a distribuição e o acesso aos alimentos, especialmente em regiões como a Amazônia. Os debates são fundamentais para fortalecer a conscientização da população e também subsidiar políticas públicas que garantam segurança alimentar, acesso a alimentos saudáveis e sistemas de produção mais sustentáveis para as próximas gerações", afirma a professora e médica da Afya Educação Médica Belém.>
Como viver em um clima em transformação?>
A programação também abrirá espaço para discutir estratégias de adaptação diante dos impactos cada vez mais visíveis das mudanças climáticas. O tema será abordado pelo doutor em Oncologia e Ciências Médicas e mestre em Ciências Ambientais, Wanderson Gonçalves, na palestra "Como sobreviver (e viver melhor) num clima em constante mudança?".>
A ideia é aproximar o debate científico da realidade cotidiana da população, mostrando como eventos extremos já influenciam diretamente o bem-estar das comunidades amazônicas.“ Vamos discutir como os eventos climáticos extremos influenciam a ocorrência de doenças, a segurança alimentar e o bem-estar das comunidades, além de apresentar estratégias de adaptação e promoção da saúde. "Falar sobre clima é, cada vez mais, falar sobre saúde e sobre o futuro das próximas gerações", destaca Wanderson Gonçalves, professor da Afya Abaetetuba e diretor do Departamento de Proteção Ambiental de Barcarena. E acrescenta: “compreender os impactos das transformações ambientais é um passo essencial para que a sociedade esteja mais preparada para enfrentar os desafios climáticos dos próximos anos, adotando medidas que fortaleçam a saúde individual e coletiva”.>
Acompanhe a programação:>
Aula Pública “História, Saúde e Clima” com Michel Pinho e Dr. Vitor de Holanda.>
Dia 28/06 (domingo)>
Horário: 8h15 às 10h. O ponto de encontro será em frente a Santa Casa de Misericórdia do Pará. Atividade gratuita e sem necessidade de inscrição.>
ABC do Clima e Saúde>
01/07 (quarta-feira)>
14h - Pequeno mosquito, grande problema: como evitar doenças que já fazem parte da sua rotina?>
Especialista: Roberta Raiol, bióloga e mestre em Zoologia.>
15h - Sentir medo do futuro nem sempre é normal. Vamos falar sobre ansiedade climática?>
Especialista: Fagner Carvalho, médico especializado em Saúde Mental e Neurodesenvolvimento.>
02/07 (quinta-feira)>
14h - Saúde planetária: como nossas escolhas alimentares afetam o corpo e o meio ambiente>
Especialista: Fabrícia Maciel, médica gastroenterologista.>
15h - Como sobreviver (e viver melhor) num clima em constante mudança?>
Especialista: Wanderson Gonçalves, doutor em Oncologia e Ciências Médicas e mestre em Ciências Ambientais.>
Todas as rodas de conversas serão realizadas na Afya Educação Médica Belém, que fica na Travessa Dr. Moraes, 79, Nazaré. As atividades são gratuitas e as inscrições devem ser feitas previamente pelo link: https://lnk.bio/ABC_do_Clima_Afya>
Sobre a Afya>
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica no Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.768 vagas, com mais de 26 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo "Valor Inovação" (2023) como a mais inovadora do Brasil e "Valor 1000" (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio "Executivo de Valor" (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa "Liderança com ImPacto", do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br>
Sobre a Semana do Clima da Amazônia>
O projeto reúne um amplo conjunto de organizações públicas, privadas e da sociedade civil com o propósito de debater soluções e propor ações estruturantes para enfrentar desafios ambientais, sociais, econômicos e culturais da Amazônia. A iniciativa busca fortalecer uma visão de longo prazo para a região, alinhando políticas públicas e iniciativas privadas em prol de um desenvolvimento sustentável que equilibre conservação ambiental, geração de renda e bem-estar das populações locais. Além disso, a programação coloca a Amazônia no contexto global das mudanças climáticas, destacando a importância da integração de esforços para a proteção desse bioma fundamental para o equilíbrio do planeta. A proposta é que a Semana do Clima da Amazônia aconteça anualmente, se expandindo para os demais estados da Amazônia Brasileira, fortalecendo a mobilização, o diálogo e a construção de soluções a partir dos territórios.>
A primeira edição da Semana do Clima da Amazônia, realizada em 2025, demonstrou a dimensão e o impacto do evento ao reunir mais de 4 mil participantes, promover mais de 100 horas de programação e realizar mais de 35 eventos em Belém, contando ainda com a participação de mais de 30 organizações parceiras.>
A edição de 2026 contará com patrocínio das empresas Hydro e Vale. O evento também reúne uma ampla rede de correalizadores, entre eles Afya, ASSOBIO, BRC Biodiversity Research Consortium, Certi, CESUPA, Cojovem, Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, CONTAG, Embrapa, Emergent, FIEPA, Governo do Estado / Secretaria do Meio Ambiente do Pará, Hydro, Instituto Clima e Sociedade (ICS), Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Peabiru, IPAM Amazônia, Instituto Sincronicidade (ISPIS), Instituto Tecnológico Vale (ITV), Museu Emílio Goeldi, Natura, Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), Prefeitura de Belém, Projeto Guardiãs da Floresta, Projeto Saúde & Alegria (PSA), Rede de Trabalho Amazônico - GTA, Saint-Gobain, Uma Concertação pela Amazônia e Vale.>