Publicado em 23 de setembro de 2026 às 12:36
Uma trilha de aproximadamente 468 quilômetros que liga Belém à Serra do Piriá, em Viseu, passou a integrar o plano nacional de ecoturismo. O percurso atravessa 17 municípios do nordeste do Pará e reúne áreas de floresta, manguezais, rios, comunidades tradicionais e territórios quilombolas.>
A Trilha Amazônia Atlântica começa na Catedral da Sé, no centro histórico de Belém, e segue inicialmente pelo caminho tradicional do Círio de Nazaré. Depois, avança pelo interior do estado até chegar à Serra do Piriá.>
O trajeto foi pensado principalmente para caminhadas e ciclismo, mas também permite atividades como observação de aves, contato com a fauna e a flora e banhos em áreas naturais.>
Além das paisagens, o percurso permite conhecer costumes e atividades desenvolvidas pelas comunidades da região. Entre as experiências estão visitas a casas de farinha, pesca artesanal e atividades relacionadas ao extrativismo de caranguejos e ostras.>
Áreas de preservação>
A trilha também passa por 11 áreas protegidas, incluindo seis unidades de conservação. Entre elas estão as Reservas Extrativistas Marinhas de Tracuateua, Caeté-Taperaçu, Araí-Peroba e Gurupi-Piriá, além das Áreas de Proteção Ambiental da Costa do Urumajó e de Belém.>
O percurso ainda alcança cinco territórios quilombolas: Torres, em Tracuateua; América, em Bragança; Pitimandeua, em Inhangapi; Macapazinho, em Castanhal; e Santíssima Trindade, em Santa Isabel do Pará.>
Natureza pelo caminho>
Os manguezais estão entre os principais destaques da rota. O trajeto também passa por áreas de floresta de terra firme e regiões com igarapés, formando diferentes cenários ao longo do percurso.>
Com a conexão entre Belém e Viseu, a Trilha Amazônia Atlântica reúne turismo de natureza, cultura local e preservação ambiental em um único roteiro pelo nordeste paraense.>