Entenda o que acontece e como agir durante uma convulsão

Especialista explica sintomas, riscos, condutas seguras e diferenças relacionadas a epilepsia

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 11:42

Henri Castelli - 
Henri Castelli -  Crédito: Reprodução

O episódio envolvendo o ator Henri Castelli, que passou mal e convulsionou durante a primeira Prova do Líder do BBB 26, chamou a atenção do público e levantou dúvidas sobre o que é, de fato, uma convulsão e como agir diante de uma situação como essa. A Dra. Alice Del Colletto, professora do curso de Biomedicina da Estácio, explica sobre esse estado de crise e as diferenças para a epilepsia, tendo em vista que a cena, registrada dentro da piscina de bolinhas, assustou participantes e espectadores, gerando debates nas redes sociais.

De acordo com Alice, a convulsão ocorre quando há uma atividade elétrica anormal e excessiva no cérebro, provocando alterações temporárias no funcionamento do corpo. “A crise convulsiva pode causar movimentos involuntários, rigidez muscular, perda de consciência, salivação excessiva e alterações na respiração. Apesar do impacto visual, é importante dizer que nem toda convulsão significa epilepsia, e uma pessoa pode ter uma crise isolada ao longo da vida”, afirma.

As causas das convulsões são diversas e incluem febre alta, especialmente em crianças, epilepsia, traumatismo craniano, infecções do sistema nervoso, alterações metabólicas, uso ou abstinência de álcool e drogas, tumores cerebrais e Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Os principais riscos durante uma crise estão relacionados a quedas, traumas, engasgos, falta de oxigenação e convulsões prolongadas. Por isso, saber como agir corretamente é fundamental para evitar complicações”, informa a professora.

Durante uma convulsão, a orientação é manter a calma, deitar a pessoa de lado, afastar objetos que possam causar ferimentos, proteger a cabeça e observar o tempo da crise. “Nunca se deve colocar objetos ou os dedos na boca, tentar segurar os movimentos ou oferecer líquidos e alimentos durante a convulsão”, alerta. A busca por atendimento médico é indispensável quando a crise dura mais de cinco minutos, ocorre de forma repetida, é a primeira da vida ou envolve gestantes, diabéticos e pessoas com doenças associadas.

A especialista também falou sobre a diferença entre convulsão e epilepsia, termos que costumam ser confundidos. “A convulsão é um evento, um sintoma que pode acontecer por diferentes causas. Já a epilepsia é uma doença neurológica crônica, caracterizada por crises recorrentes, com ou sem convulsões visíveis, e exige diagnóstico e acompanhamento médico contínuo”, conclui.