Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 17:11
O delegado responsável por investigar as causas e responsabilidades pela morte de uma mulher após uma aula de natação na Zona Leste de São Paulo afirmou que a academia usava, em apenas um dia, a quantidade de cloro que deveria ser aplicada ao longo de uma semana em piscinas do mesmo porte.>
Juliana Faustino Bassetto morreu no sábado (7) após passar mal na C4 Gym. Outras seis pessoas também não se sentiram bem, três delas foram internadas, incluindo, o marido da aluna.>
A suspeita da Polícia Civil é a de que elas foram intoxicadas por cloro. O laudo pericial que poderá apontar isso ainda não ficou pronto. A academia foi interditada pela prefeitura.>
"A carga de cloro que eles usavam em um dia é usada em uma semana numa piscina desse tipo", disse o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial (DP), Parque São Lucas, na quinta-feira (12). Ele não informou a quantidade.>
A polícia apura se a manipulação inadequada do cloro, realizada por um manobrista sem qualificação técnica, gerou a liberação de gases tóxicos. Câmeras de monitoramento da academia registraram fumaça branca saindo de um balde com a mistura usada na piscina instantes antes da aula. Outras imagens mostram as vítimas pedindo ajuda.>
Em seu depoimento, o manobrista Severino José da Silva contou à polícia que limpava o espaço seguindo ordens de um dos sócios da academia da enviadas pelo WhatsApp. O funcionário não foi responsabilizado pela polícia.>
A delegacia indiciou os três sócios da C4 Gym, Cezar Augusto Miguelof Terração e os irmãos Cesar Bertolo Cruz e Celso Bertolo Cruz, pelo crime de homicídio por dolo eventual, quando se assume o risco de matar, e pediu as prisões temporárias deles.>
Segundo o delegado, houve tentativa de interferência na investigação: os empresários atrasaram o depoimento do manobrista Severino José da Silva, que acumulava a função de fazer a manutenção da piscina, ao enviar outro funcionário no lugar dele e também tentaram ocultar a existência de um segundo manobrista.>
O Ministério Público (MP) concordou com o pedido e a Justiça decidirá se decretará as prisões.>
Com informações do G1>