Acadêmicos de Niterói é rebaixada no Rio após desfile sobre Lula e problemas na dispersão

A agremiação estreava na elite das escolas e, ao longo da leitura das notas, recebeu apenas duas pontuações máximas

Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 17:55

A agremiação estreava na elite das escolas e, ao longo da leitura das notas, recebeu apenas duas pontuações máximas
A agremiação estreava na elite das escolas e, ao longo da leitura das notas, recebeu apenas duas pontuações máximas Crédito: Reprodução/TV Globo

A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro após ficar em último lugar na apuração realizada nesta quarta-feira (18). A agremiação estreava na elite das escolas e, ao longo da leitura das notas, recebeu apenas duas pontuações máximas.

Com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola levou para a Marquês de Sapucaí a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde a infância no Nordeste até a chegada à Presidência da República. O desfile abordou a migração da família para São Paulo, o período como torneiro mecânico, a atuação sindical e os mandatos no Palácio do Planalto.

A comissão de frente reproduziu a rampa do Planalto em referência à última posse presidencial. Também foram representados personagens da política nacional, como o ministro do STF Alexandre de Moraes e os ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

O carro abre-alas retratou o agreste pernambucano, região onde Lula nasceu. Em outro momento, a escola fez críticas a políticas sociais do governo Bolsonaro e à condução da pandemia. Houve ainda referência à prisão do ex-presidente.

Além das notas baixas, a escola enfrentou problemas técnicos na dispersão. Alegorias ficaram presas na saída da avenida, provocando correria no encerramento do desfile. A ocorrência impactou a organização da sequência e gerou reclamação da escola seguinte, a Imperatriz.

Antes mesmo de entrar na avenida, o enredo já havia sido alvo de pelo menos dez ações judiciais e representações no Ministério Público e no Tribunal de Contas da União. As iniciativas questionavam o uso de recursos públicos e alegavam que trechos do samba poderiam configurar propaganda eleitoral antecipada, o que é permitido pela legislação apenas a partir de 16 de agosto.