Publicado em 3 de setembro de 2026 às 21:10
Uma nova crise interna ganhou força no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (3). O ministro Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido para que sejam investigadas condutas atribuídas ao ministro André Mendonça durante a condução das investigações relacionadas às operações Sem Desconto e Compliance Zero.>
Na petição, Moraes afirma haver fortes indícios, em tese, de práticas que poderiam configurar improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, além de possível favorecimento a determinados grupos políticos.>
Entre os pontos apresentados pelo ministro estão acusações de que Mendonça teria interferido na condução das investigações policiais, inclusive com determinações administrativas que, segundo Moraes, teriam prejudicado a observância da cadeia de custódia e, consequentemente, a produção de provas.>
Moraes também questiona a forma como teriam sido conduzidas as tratativas envolvendo uma eventual colaboração premiada e afirma haver indícios de direcionamento de determinados alvos das investigações por razões pessoais e políticas.>
Segundo a petição, também teria ocorrido indicação antecipada de medidas cautelares que posteriormente seriam apresentadas pela Polícia Federal.>
Relatório da PF>
O pedido de investigação ocorre poucos dias depois de uma decisão de André Mendonça que aumentou a tensão entre os ministros.>
Na terça-feira (1º), Mendonça determinou a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens e contatos envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, empresário investigado no âmbito das operações.>
A divulgação do conteúdo abriu uma nova frente de embate dentro da Suprema Corte e colocou sob escrutínio a atuação dos ministros nas investigações.>
Agora, caberá à Presidência do STF analisar o pedido apresentado por Moraes e definir os próximos passos em relação às acusações.>
As alegações apresentadas na petição ainda deverão ser analisadas pelas autoridades competentes e não representam, por si só, uma conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade de André Mendonça.>
Com informações do g1>