Aliados e advogados não conseguem falar com Flávio Bolsonaro após rumores de saída do país

Equipe e advogados enfrentaram mañha de buscas sem resposta enquanto imprensa argentina relatava voo de madrugada e PF iniciava checagens de fronteira.

Publicado em 27 de outubro de 2026 às 10:21

Candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Crédito: Vittor Salesv

O clima nos bastidores políticos amanheceu em ritmo de suspense absoluto. Aliados, advogados e integrantes do núcleo duro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentaram desencontros e linhas mudas ao tentar localizar o parlamentar ao longo das primeiras horas desta terça-feira (27).

A busca generalizada começou depois que o portal argentino Infobae publicou, ainda de madrugada, que Flávio teria deixado o território brasileiro rumo à Argentina. Segundo o relato do veículo estrangeiro, o destino final do senador seriam os Estados Unidos, com escala a partir do aeroporto de Puerto Iguazú.

Em meio aos boatos, interlocutores próximos como o publicitário Marcello Lopes, o Marcellão, e advogados ligados ao comitê confirmaram não ter obtido retorno do parlamentar até meados da manhã. O canal direto da reportagem com o próprio senador por telefone e aplicativo de mensagens também permaneceu sem resposta.

Diante do alarde internacional, a Polícia Federal entrou em campo e acionou de prontidão as autoridades argentinas para cruzar informações. Checagens preliminares nas bases do controle migratório nacional indicam que o parlamentar não efetuou saída por nenhum posto regular de fronteira do Brasil.

Na tentativa de conter a crise de imagem, o coordenador-geral da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou publicamente que Flávio tenha saído do país. Questionado mais tarde se havia conseguido conversar diretamente com o colega de partido após os desdobramentos da notícia, Marinho preferiu não comentar.

O ruído em torno do paradeiro do senador ganha contornos ainda mais delicados devido ao cerco judicial no Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes fixou prazo para o recolhimento dos passaportes comum e diplomático de Flávio, no âmbito de apuração sobre lavagem de dinheiro que também envolve o advogado Willer Tomaz.

Em manifestação gravada nas redes sociais na noite anterior, o parlamentar criticou a cautelar, mas garantiu que entregaria os documentos e permaneceria no Brasil para se defender.