Publicado em 31 de maio de 2026 às 15:40
O vendedor ambulante Ivan Pereira de Souza, de 45 anos, passou 78 dias preso injustamente no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, após ser confundido com um homem condenado por crimes no Pará. A soltura ocorreu após a Justiça paraense reconhecer que ele não era a pessoa que deveria cumprir a pena.
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A prisão aconteceu no dia 7 de março, quando Ivan se preparava para viajar com a esposa para São Paulo, onde o casal pretendia trabalhar com a venda de mercadorias. Durante uma abordagem policial na Rodoviária Interestadual de Brasília, ele foi informado sobre a existência de um mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Pará.>
De acordo com o vendedor, em uma entrevista cedida ao site Metrópole, os crimes atribuídos a ele teriam sido praticados por um ex-cunhado, que utilizou seus dados pessoais para se identificar perante as autoridades. Mesmo alegando inocência desde o início da abordagem, Ivan foi conduzido à delegacia e posteriormente transferido para a Papuda.>
Segundo relatos apresentados no processo, o verdadeiro condenado possuía características físicas diferentes das de Ivan. Ainda assim, o ambulante permaneceu preso enquanto a defesa buscava comprovar o equívoco na identificação.>
Durante o período de encarceramento, Ivan afirma ter enfrentado dificuldades emocionais e psicológicas. Com deficiência auditiva, ele relatou insegurança constante dentro da unidade prisional, além da distância da família e das limitações para receber visitas nos primeiros meses de detenção.>
A revisão do caso pela Justiça do Pará apontou que havia elementos suficientes para demonstrar que o homem preso no Distrito Federal não correspondia ao condenado no processo. Imagens, vídeos e documentos anexados aos autos reforçaram as diferenças entre os dois indivíduos.>
Na decisão que determinou a soltura, o juiz responsável destacou que Ivan não era a pessoa procurada pela justiça. O magistrado também reconheceu inconsistências em diligências realizadas durante a tramitação do processo.>
Após receber o alvará de soltura, Ivan deixou o presídio e reencontrou familiares em casa. Apesar da liberdade, ele afirma que os impactos emocionais sofridos durante a prisão permaneceram. Ele pretende buscar reparação judicial pelos danos sofridos.>