Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 18:29
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ainda busca consenso sobre o encaminhamento para a distribuição de recursos que serão obtidos após a repactuação de parcelas devidas a título de Uso de Bem Público (UBP), pagamento feito por geradoras hidrelétricas pela utilização de áreas públicas. O valor inicialmente calculado é de R$ 8,8 bilhões, mas pode sofrer atualizações.>
A diretora Agnes da Costa, relatora do processo na Aneel, retirou o assunto da pauta desta terça-feira após questionamentos sobre os critérios de distribuição.>
Ela havia indicado voto favorável à proposta da área técnica, que prioriza as distribuidoras com maiores tarifas de energia elétrica. Por essa lógica, a Neoenergia Coelba, da Bahia, receberia R$ 1,5 bilhão, o maior valor. O diretor Fernando Mosna defendeu, por sua vez, que 12,5% dos recursos arrecadados com o UBP sejam repartidos segundo critérios sociais.>
Esse montante de R$ 8,8 bilhões (ou outro valor a ser confirmado) necessariamente irá para os consumidores do Norte e Nordeste. A Lei nº 15.235/2025, sancionada pelo governo Lula em outubro passado, estabelece essa destinação, após alterações no Congresso. São elegíveis à repactuação as usinas hidrelétricas licitadas nos termos de uma lei de 1998, especificamente os empreendimentos outorgados pelo critério de maior pagamento pelo UBP.>
Os recursos deverão ser usados exclusivamente para garantir a modicidade tarifária dos consumidores do mercado regulado nas regiões atendidas pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A forma de aplicação caberá à Aneel.>