Insustentável: investigadores da PF alertam STF sobre situação de ministros envolvidos com o Master

Situação do ministro Dias Toffoli, é ainda mais grave por ele ser o relator do caso Master na Corte desde dezembro.

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 19:15

Toffoli e Moraes colocam STF no centro da crise do Banco Master
Toffoli e Moraes colocam STF no centro da crise do Banco Master Crédito: Reprodução/ STF

Investigadores da Polícia Federal ouvidos pela imprensa sobre o Caso Master nos últimos dias alertam que a situação envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) citados no caso é vista como insustentável e tende a se agravar.

O alerta vale especialmente para o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master na Corte desde dezembro, e que tem gerado estranheza por decisões do caso que investiga as supostas fraudes financeiras do banco de Daniel Vorcaro.

Chamou atenção da PF, por exemplo, quando o ministro determinou que o material apreendido na 2ª fase da Operação Compliance Zero fosse enviado para o STF e não para a Polícia Federal (PF).

Além disso, na última semana, foi revelado que fundos ligados ao Master compraram a participação de irmãos do ministro no Resort Tayayá, na cidade de Ribeirão Claro (PR). A transação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" .

Outro ministro que tem notoriedade no caso Master é Alexandre de Moraes, cuja relação ganhou peso com a contratação, por R$ 129 milhões, do escritório da esposa do ministro. Além disso, Alexandre de Moraes esteve ao menos duas vezes na mansão de Daniel Vorcaro, em Brasília. Em um dos encontros, Moraes conheceu o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no momento em que o Master buscava socorro financeiro.

A crise de Toffoli, dizem investigadores e ministros, não tem prazo para acabar. Tem apenas a chance — ainda aberta — de ser contida antes de contaminar toda a Corte.

Dentro do Supremo, há quem concorde que a situação é complexa demais para que o ministro permaneça à frente do caso e defendem uma saída para baixo, ou seja, que o caso desça para a primeira instância.