Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 07:51
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão e a proibição de diversos produtos alimentícios considerados irregulares após fiscalizações recentes. As medidas foram publicadas nesta quinta-feira (6) no Diário Oficial da União e atingem um suplemento vendido com promessas ilegais de cura, glitters utilizados em confeitaria e um lote de azeite de oliva com origem desconhecida.>
Entre os produtos proibidos está o chamado “Café de Açaí”, da marca Du Brasil. Comercializado como suplemento alimentar, o item continha substância não autorizada e exibia no rótulo alegações terapêuticas proibidas, como promessas de tratamento para diabetes e fibromialgia. Segundo a Anvisa, alimentos e suplementos não podem ser associados à cura ou ao tratamento de doenças, que exigem acompanhamento médico.>
A agência também identificou ausência de notificação sanitária obrigatória, origem desconhecida do produto e condições inadequadas de armazenamento. Diante das irregularidades, foi determinada a apreensão e a proibição total da fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso do produto.>
Outro alvo da fiscalização foram os glitters culinários da marca MAGO, usados para decoração de alimentos. A Anvisa constatou que os produtos continham materiais plásticos, resinas e pigmentos de composição desconhecida, embora fossem divulgados e vendidos como comestíveis, inclusive em plataformas de comércio eletrônico. O consumo desses itens representa risco à saúde, com possibilidade de ingestão de plástico. Todos os lotes foram suspensos e devem ser recolhidos do mercado.>
A terceira medida atinge um lote de azeite de oliva extra virgem da marca Campo Ourique (lote 288/04/2024). De acordo com a Anvisa, o produto apresentou falhas de rotulagem, origem não identificada e resultado insatisfatório em análises realizadas por laboratório oficial. A comercialização do lote foi proibida em todo o país.>
As decisões fazem parte das ações rotineiras de vigilância sanitária e têm como objetivo proteger o consumidor, combater fraudes e impedir a venda de produtos que induzem ao erro ou oferecem riscos à saúde, especialmente quando associados, de forma irregular, ao tratamento de doenças.>
Com informações do G1>