Osorio rebate críticas após vitória do Remo: 'Não posso pensar como torcedor'

Técnico afirma que alterações são motivadas por desgaste físico, destaca influência do gramado e prevê definições no grupo após jogo contra o Paysandu.

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 08:49

Osorio explicou as substituições no Remo - 
Osorio explicou as substituições no Remo -  Crédito: Samara Miranda/Remo

Depois do triunfo sobre o Águia de Marabá, o técnico Juan Carlos Osorio utilizou a entrevista coletiva para voltar a comentar as críticas surgidas após o empate em 2 a 2 contra o Mirassol. O comandante azulino afirmou que as mudanças feitas na equipe seguem critérios físicos e estratégicos, descartou improvisações e reforçou que o clube deve diminuir o número de jogadores do plantel nos próximos dias.

A definição deve ocorrer após o clássico contra o Paysandu, programado para domingo (8), no Mangueirão, pela quarta rodada do Campeonato Paraense.

Na avaliação do treinador colombiano, a oscilação de desempenho apresentada diante do Mirassol esteve ligada principalmente ao ritmo intenso do adversário e ao condicionamento físico de parte do elenco. Ele ressaltou que o controle de minutagem é fundamental para evitar lesões e manter os atletas disponíveis ao longo da temporada.

Ao detalhar decisões tomadas durante as partidas, Osorio citou situações individuais para ilustrar o planejamento físico. Segundo ele, o atacante Alef Manga, por exemplo, ainda readquire ritmo ideal após período sem completar jogos inteiros e apresentou desgaste natural após sequência de arrancadas durante a partida. "Controlamos o jogo com o melhor onze, mas perdemos o controle pela parte física. Manga, por exemplo, vinha de quatro meses sem jogar um jogo inteiro, fez muitos sprints, é normal cansar e é preciso cuidar para não machucar”, explicou a substiutição.

O técnico também mencionou o processo de adaptação de jogadores que chegaram recentemente ao clube. De acordo com ele, atletas como Vitor Bueno e Zé Ricardo ainda ajustam o nível de intensidade ao padrão exigido nas competições atuais. Além disso, explicou que Leonel Picco relatou desconforto físico durante a partida anterior, o que abriu espaço para a entrada de Catarozzi e Zé Welison.

"Quem entra tem que estar no mesmo nível. Vitor Bueno e Zé Ricardo vêm de uma liga com intensidade menor, o ritmo foi muito alto. Leonel Picco teve um incômodo e achou melhor se resguardar, e quis dar oportunidade para Catarozzi e Zé Welison, que vão contribuir com o time", explicou.

Questionado sobre a percepção da torcida em relação às constantes alterações na equipe, Osorio afirmou compreender a análise externa, mas reforçou que precisa seguir o planejamento técnico. Segundo ele, o elenco ainda é numeroso e a comissão técnica precisa observar todos os jogadores antes de definir quem seguirá no grupo principal.

"Eu vejo o que o torcedor vê, mas não posso pensar como o torcedor. Tenho um elenco largo e quero reduzir, todos precisam ter oportunidade. Preferi proteger atletas que ainda não estão no topo físico, mas vão estar, vai dar certo, como se diz aqui", declarou.

Outro ponto levantado pelo treinador foi a influência das condições do campo no estilo de jogo do Remo. Osorio destacou que a proposta baseada em troca de passes e posse de bola depende diretamente da qualidade do gramado, o que, segundo ele, impacta no rendimento coletivo.

"O campo de hoje estava ótimo, o outro não. Nosso estilo é jogar com a bola no chão, e isso fica muito difícil em um gramado que não esteja em alto níve", finalizou.

Internamente, a expectativa é que o clube avance na reestruturação do elenco após a sequência de compromissos decisivos, tendo o clássico contra o Paysandu como um dos momentos-chave para a avaliação final do grupo.