Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 13:44
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (28), uma atualização nas regras que regulam o uso de produtos à base de cannabis no país. A decisão amplia as formas de uso permitidas, autoriza a manipulação em farmácias e estende o acesso a pacientes que antes não eram contemplados pela norma.>
A medida altera a regulamentação em vigor desde 2019 e se baseia em estudos técnicos e científicos avaliados pela própria agência.>
Novas formas de uso passam a ser autorizadas>
Até então, os medicamentos à base de cannabis só podiam ser utilizados por via oral ou inalatória. Com a mudança, a Anvisa passa a permitir outras formas de administração, consideradas seguras e eficazes:>
• uso dermatológico, com menor absorção sistêmica;>
• uso bucal e sublingual, que pode potencializar a absorção dos canabinoides.>
A alteração inclui ainda um ajuste técnico: o termo “via nasal” deixa de ser utilizado e passa a constar oficialmente como via inalatória, seguindo o padrão regulatório da agência.>
Ampliação do público que pode usar produtos com mais THC>
A nova resolução também muda os critérios para o uso de medicamentos com teor de THC acima de 0,2%. Antes restritos a pacientes em cuidados paliativos ou em estágio terminal, esses produtos agora poderão ser prescritos também para pessoas com doenças graves e debilitantes, conforme avaliação médica.>
Farmácias poderão manipular produtos à base de cannabis>
Outro avanço trazido pela norma é a liberação da manipulação de produtos derivados da cannabis em farmácias, desde que haja prescrição individual. A expectativa é de que a medida facilite o acesso e reduza custos para os pacientes.>
Divulgação segue com restrições>
A Anvisa também revisou as regras de divulgação. A publicidade, antes proibida, passa a ser permitida apenas para profissionais habilitados a prescrever, com informações limitadas às aprovadas previamente pela agência.>
Uso não medicinal continua proibido>
Apesar das mudanças, a Anvisa reforça que não houve liberação para uso recreativo da cannabis. A substância segue autorizada apenas para fins terapêuticos e dentro das regras sanitárias estabelecidas.>
Com informações do G1>