Publicado em 8 de maio de 2026 às 19:37
A prisão do ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza, ocorrida na noite de quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia (RJ), reacendeu a dor da mãe de Eliza Samudio. Sônia Fátima Moura usou as redes sociais para homenagear a filha, assassinada em junho de 2010, em um desabafo que emociona seguidores.>
“É aqui, entre quatro paredes que eu choro. É nessa cama que me deito com a saudade atravessando no peito. É nesse silêncio que eu revivo você”, escreveu Sônia ao compartilhar uma foto rara de Eliza com o filho Bruninho.>
“Não tem lápide, mas tem amor”>
No texto, Sônia lamentou profundamente a ausência do corpo da filha, que nunca foi encontrado. “Não trago flores, aqui é onde eu te perco, todo dia de novo. Este quarto guarda o que o mundo não vê, uma mãe que enterra e desenterra a filha todas as noites, só para matar a saudade. Não tem lápide, mas tem amor e amor de mãe não precisa de cova pra continuar vivo”, desabafou.>
Eliza Samudio foi sequestrada, mantida em cárcere privado e assassinada a mando de Bruno, segundo a condenação judicial. Seu corpo teria sido ocultado e, segundo relatos do processo, alimentado a cães rottweilers. O crime chocou o Brasil e permanece sem sepultamento formal até hoje.>
Prisão de Bruno>
Bruno foi preso novamente após ficar cerca de dois meses foragido. Ele descumpriu as regras do regime semiaberto e da liberdade condicional, viajando sem autorização para o Acre para jogar pelo Vasco-AC, além de outras irregularidades como não atualizar endereço e frequentar locais proibidos. A Justiça do Rio de Janeiro revogou o benefício e determinou seu retorno à prisão. Ele cumpre pena de mais de 22 anos por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver.>
Sônia Fátima Moura, que cria o neto Bruninho Samudio, atualmente goleiro do Botafogo, tem sido uma voz constante na luta por justiça. Nos últimos meses, ela também se manifestou sobre tentativas de reaproximação de Bruno com o filho e sobre o reaparecimento do passaporte de Eliza.>
O caso Eliza Samudio completa 16 anos em junho de 2026 sem que a família tenha podido realizar um sepultamento digno. A dor da mãe, como ela mesma expressa, continua viva todos os dias.>
Com informações do portal Metrópoles>