Ataque a tiros em escola no Acre deixa duas servidoras mortas e alunos feridos

Estudante de 13 anos teria usado arma do padrasto para efetuar disparos dentro de instituição em Rio Branco; caso está sob investigação.

Publicado em 5 de maio de 2026 às 18:14

Estudante de 13 anos teria usado arma do padrasto para efetuar disparos dentro de instituição em Rio Branco; caso está sob investigação.
Estudante de 13 anos teria usado arma do padrasto para efetuar disparos dentro de instituição em Rio Branco; caso está sob investigação. Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira (5), um ataque a tiros dentro do Instituto São José, escola conveniada ao Estado em Rio Branco (AC), deixou duas servidoras mortas e ao menos dois feridos, entre eles um aluno. O caso mobilizou forças de segurança e equipes de emergência ao longo do dia.

As vítimas fatais foram identificadas como Alzenir Pereira e Raquel Sales Feitosa, ambas funcionárias da escola. Uma outra servidora e um estudante foram atingidos e encaminhados ao pronto-socorro da capital acreana.

Segundo o governo do Acre e o Batalhão de Operações Especiais (Bope), o suspeito do ataque é um aluno de 13 anos, que teria entrado armado na escola e efetuado os disparos dentro do prédio. A arma, de acordo com a polícia, pertence ao padrasto do adolescente, que foi detido.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente e realizou os primeiros atendimentos ainda no local. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa e Instituto Médico Legal também atuaram na ocorrência.

De acordo com relatos apurados, os alunos do turno da tarde estavam em sala quando ouviram os tiros. Em meio ao desespero, estudantes se jogaram no chão e tentaram se proteger usando cadeiras como barricada.

O comandante do Bope, coronel Felipe Russo, informou que as duas servidoras mortas trabalhavam como inspetoras e foram atingidas no corredor da escola. Segundo ele, nenhum aluno sofreu ferimentos graves, e um estudante foi atingido na perna.

O oficial afirmou ainda que os disparos ocorreram em um corredor que dá acesso à sala da direção e que o autor não chegou a entrar nas salas de aula. Cápsulas e carregadores da arma foram encontrados no local pela perícia.

A Polícia Militar também informou que outros estudantes que poderiam ter conhecimento prévio do ataque já foram identificados e devem ser ouvidos no decorrer das investigações.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida. A perícia técnica segue no local para analisar a dinâmica dos disparos e ajudar a reconstruir a sequência do ataque.